Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 15/10/2018
A Revolta da Vacina, em 1904, representou um marco da insatisfação popular com a saúde pública, pois o Governo pretendia vacinar a sociedade de forma autoritária. Nesse sentido, mesmo com o avanço na maneira de abordar a comunidade, ainda existem desafios que limitam um atendimento adequado na saúde pública, como a ausência de recursos básicos e a desinformação sobre a prevenção de doenças. Sendo assim, deve-se analisar essas problemáticas e buscar soluções eficazes.
Primeiramente, vale ressaltar que a falta de investimentos no Sistema Único de Saúde colabora para um cenário precário na saúde pública brasileira. É evidente que a escassez de recursos básicos dificulta a agilidade de atendimento e à qualidade do mesmo, além de acentuar a superlotação nos hospitais públicos. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada, o brasileiro passa, em média, 15 horas nas filas das unidades de atendimento devido a precariedade do sistema.
Outrossim, a falta de incentivo ao autocuidado é essencial para a situação atual na saúde pública. Geralmente, a sociedade tem a percepção de que a saúde é algo que deve ser tratado apenas em hospitais. Porém, muitas patologias que chegam aos centros médicos poderiam ser evitadas se a população se prevenisse, pois a própria Constituição garante a participação direta da comunidade na saúde pública do país. A exemplo tem-se o caso das vacinas infantis obrigatórias, que, até pouco tempo, alcançavam cerca de 95% da cobertura vacinal, inibindo doenças como o sarampo no país.
Portanto, mesmo com tantas evoluções desde à Revolta da Vacina, debater sobre a saúde pública ainda é necessário. O Ministério da Saúde, em parceria com empresas privadas, deve elaborar um plano de ação de curto e médio prazo que diminua as filas nos hospitais e aumente a qualidade do atendimento, por meio de abastecimento de utensílios hospitalares constantemente e estoque para possíveis surtos, a fim de dar dignidade ao cidadão. Ademais, a mídia deve criar campanhas, que circulem regularmente, sobre o autocuidado para prevenir e garantir à vida.