Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 21/10/2018

Corresponsabilidade em Massa

No Brasil, na década de 1970 - sob forte regime da Ditadura Militar, iniciavam-se os primeiros movimentos por melhorias no acesso á saúde, obtendo - se nesse cenário a garantia constitucional de tais reivindicações. Entretanto, atualmente, o descaso com a saúde pública no país, fere esse princípio assegurado, em virtude de um comportamento popular passivo em conciliação com a imobilidade governamental. Nessa lógica, observa-se que, para desintegração da adversidade do corpo social brasileiro, é necessário entender suas motivações.

A princípio, Aluísio de Azevedo, escritor do movimento Naturalismo, destaca em seu livro “O Cortiço” a influência que o meio exerce sobre o indivíduo. Ao analisar essa definição determinista, compreende-se o fato para que muitos cidadãos enfermos estejam em gigantescas filas de espera nas unidades de saúde, uma vez que o contexto social em que essas pessoas estão inseridas, perpetua-se uma má alimentação, desprovida de atividades físicas, e omissão aos exames de rotina. Prova disso, é a pesquisa do Instituto Data, a qual revela que 6 em cada 10 pacientes só vão ao médico quando estão doentes.

Cabe apontar, ainda, que durante o processo de redemocratização supracitado, no início, dessa discussão, a Constituição Federal de 1988 foi promulgada e através dela o direito de todo cidadão brasileiro o acesso ao SUS (Sistema Único de Saúde). Porém, a conduta da autoridade governante é o outro viés responsável para que essa premissa não atue efetivamente, visto que, apesar da existência do  sistema público de saúde, a falta de profissionais da área, e infraestrutura adequada para atender desde os casos menos complexos aos mais graves e um dos entraves para acatar a grande demanda.

Infere-se, portanto, que medidas estratégicas são necessárias para que uma sociedade integrada seja alcançada. Á vista disso, o MEC juntamente com o Ministério da Saúde desenvolvera nas escolas para alunos de todos os níveis escolares, atividades de reeducação alimentar combinada com exercícios físicos, dirigidos por especialistas no assunto. Ademais, o Governo investirá na contratação de profissionais capacitados da saúde, criará e ampliará as unidades hospitalares já existentes, bem como na aquisição de todo equipamento clínico necessário, para que o SUS atue de maneira eficiente. Dessa forma, sociedade e Governo caminharam para o mesmo bem comum: o direito ao bem-estar através da responsabilidade de todos.