Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 30/10/2018

É inquestionável a importância da qualidade da saúde pública para se viver minimamente bem. Sendo assim, as estruturas  hospitalares cada vez mais decadentes aliado a falta de médicos, tem dificultado a vida de 71,1% da população que faz uso desse serviço, segundo pesquisa do Ministério da Saúde junto ao IBGE. Dessa forma, fica claro que apesar do SUS ser direito garantido pela constituição ele estar longe de ser um modelo.

Ademais, de acordo com a terceira lei de Newton, lei da ação e reação, para toda ação há uma reação. Analogamente, conforme estudo da OMS(Organização Mundial da Saúde), os investimentos do país na saúde é até 7 vezes menos que de países como a França, o que resulta em semanas e semanas de espera por uma cirurgia por falta de anestesia,por exemplo. É evidente que a cada ano que se passa o Sistema Único de Saúde se afasta do ideal,  como consequência é possível observar diariamente em jornais pessoas no chão dos corredores por falta de leitos, sem alternativas devido a falta de renda para atendimento particular.

Outrossim, a constante carência de médicos tem sido outra barreira a ser enfrentada, uma vez que não há consultas sem ter a quem consultar. Logo, o grande número de enfermos para um ou dois profissionais acaba deixando-os sobrecarregados comprometendo até mesmo a qualidade do atendimento prestado. Desse modo, consequentemente pessoas acabam retornando as suas casas  sem solução para a enfermidade que enfrenta ou ainda pior do que se encontravam, no caso daqueles que embora tenham esperado horas e horas  não conseguiram  ser atendidos da forma que lhe é de direito, desrespeitando assim o indivíduo.

Portanto, é indubitável a necessidade do governo federal em parceria com o Ministério da Saúde, de determinar que sejam feitas melhores avaliações quanto aos hospitais e postos de saúde, por meio de visitas surpresas em horários e dias de lotação e também por meio de um questionário feito  aos moradores através de visitas domiciliar, alcançando assim pessoas de classes e idades diferentes, afim de direcionar melhor os impostos pagos.