Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 31/10/2018

É indubitável que a saúde pública brasileira encontra-se em um estado caótico. Diante disso, sabe-se que a garantia efetiva do acesso a esse sistema no país é prevista na Constituição de 1988, elemento que reforça a necessidade de buscar alternativas para modificar essa conjuntura. Por essa razão, é imprescindível pautar a respeito do baixo investimento estatal nesse setor, além da falta de políticas públicas de prevenção voltadas para essa área, a fim de discutir sobre essa temática.

De fato, segundo o contratualista Locke, o Estado deve garantir os direitos básicos dos cidadãos, estando a saúde inserida nesse conjunto. No entanto, a exígua aplicação governamental nesse sistema tem comprometido a ratificação desse benefício entre os brasileiros, fator que pode ser visto por intermédio da carência de equipamentos em hospitais, como macas e seringas, somado à ausência de fiscalização sobre essas instituições públicas, demonstrando a importância de medidas que alterem esse cenário de negligência no Brasil. Destarte, percebe-se que a atuação estatal é essencial, com a finalidade de promover o acesso de qualidade à saúde entre os sujeitos.

Ademais, a falta da elaboração de projetos que visem precaver o surgimento de doenças no país é um obstáculo que tem atingido negativamente o Sistema Único de Saúde entre os brasileiros. Em vista disso, essa condição pode ser vista pelo exíguo número de políticas públicas direcionadas para a conscientização popular a respeito da relevância de se vacinar ou de praticar exercícios físicos, sendo fatores que causam o superlotamento desse setor, uma vez que os cidadãos estão despreocupados com a questão da saúde no país, como também a má garantia desse benefício aos indivíduos. Desse modo, é notório a importância dessa edificação, com o propósito de mitigar esse problema na sociedade.

Fica evidente, portanto, que é fundamental potencializar o sistema de saúde pública no Brasil. Dessa forma, cabe ao Governo Federal ampliar os investimentos nessa área, mediante a disponibilização semestral de verbas para a compra de materiais para esse setor, aliado à manutenção  de equipamentos, focando majoritariamente em locais que carecem dessa aplicação, com o objetivo de assegurar o direito à saúde no país. Outrossim, cabe às escolas informar os sujeitos a respeito da relevância da precaução de doenças, por intermédio de palestras que enfatizem os efeitos da vacinação, juntamente à prática de hábitos saudáveis no cotidiano, no intuito de gerar a criticidade popular sobre o tema e diminuir o superlotamento dos hospitais.