Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 30/03/2019

Para Platão, não basta apenas viver, mas viver bem. No contexto brasileiro atual, esse princípio é deturpado quando se fala sobre saúde pública, em que se observa a falha do aparelho administrativo em promover o “bem-estar” social. Esse cenário, advém do deficiente modelo vigente no país, o qual a precariedade deste, impele a possibilidade de promoção de uma saúde digna à população. Assim, dentre os fatores que incitam tal situação, estão a má infraestrutura do sistema, aliado ao modelo medicinal aplicado no Brasil, os quais não correspondem ao atendimento das necessidades  da sociedade.

Primeiramente, é necessário apontar a péssima infraestrutura da saúde pública, como fator preponderante a ser superado atualmente. Esse cenário, ocorre graças à ineficiência do SUS (Sistema Único de Saúde), o qual é falho, e que também segundo o jornal “O Globo”, é ineficiente, pois padece da má gestão governamental. Desse modo, tal fato contaria o pensamento político de Aristóteles, cujo diz que é dever do estado garantir o bem-coletivo, já que os poucos recursos destinados à saúde são insuficiente para atender à população brasileira.

Ademais, diante da ineficiência da estrutura pública, é válido ressaltar que o atual sistema medicinal do Brasil é ineficaz, quanto ao serviço à sociedade. Evidentemente, que isso demonstra-se devido a preferência do tratamento de doenças à prevenção destas, a qual poderia ser mais eficiente para melhorar a saúde pública. Sendo assim, tal fato alinha-se ao pensamento de Francis Bacon, o qual profere que é necessário o homem criar soluções, ao contrário de somente encontrá-las, pois é imprescindível a adaptação do sistema de saúde às necessidades nacionais.

Em suma, evidencia-se que a falha do modelo de saúde pública, devido a ineficiência do sistema, não atende à precisão da sociedade brasileira. Desse modo, é fundamental que o Governo Federal, em comunhão com o Ministério da Saúde, elaborem um novo projeto de saúde pública, por meio de fortes investimentos em infraestrutura no setor público, e em campanhas medicinais, voltadas à prevenção de doenças. Dessa forma, com finalidade de reduzir a insuficiência do SUS, e garantir, dignamente, boa saúde à todos. Portanto , à medida que tais medidas são efetivadas, espera-se que essas diretrizes coloquem em prática a proposta platônica de uma boa vida, como sinônimo de vida saudável.