Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 09/03/2019
Superlotação, demora no atendimento, pacientes dispersos por corredores de hospitais e pronto socorro, estruturas precárias, falta de medicamentos, entre outros problemas. Essa é a consternada realidade da saúde pública no Brasil.
No século XIX, no Império brasileiro, a saúde era outorgada somente para aqueles que possuíam condições financeiras, como os ricos e a nobreza. As classes inferiores, trabalhadores e escravos, não eram contemplados. Hoje, com o Sistema Único de Saúde (SUS), todos, independente de posições sociais, tem direito ao acesso a saúde.
Todavia, há impasses que corroboram para que este acesso público, seja de qualidade. No Brasil, a situação política atual passa por uma grave tensão financeira e, para conter gastos, os governantes cortaram os investimentos na distribuição de remédios, fazendo com que a população sofresse com esses reflexos.
Além disso, os atos de corrupção ratificam para que não hajam mudanças nos hospitais. Um dos maiores escândalos de corrupção no setor da saúde noticiado no Brasil foi a chamada mafia dos sanguessugas, que fraudava a compra de ambulâncias em municípios. Em consequência destes, nota-se que a virtude da saúde pública é afetada, hospitais continuando em situações contingentes e pacientes condenados a negligências.
Nesta perspectiva, portanto, ainda que o país enfrente crise, os investimentos na saúde não podem ser cortados, visto que grande parte da população é dependente dessa assistência. Assim, as autoridades, como medida paliativa, devem diminuir gastos em outras áreas, continuar com a distribuição de remédios e investir na infraestrutura dos hospitais. Ademais, o governo deve investigar os casos de corrupção e agir conforme a lei, punindo os responsáveis, a população e a mídia divulgar e acompanhar para que a situação não persista, para que assim o artigo 197 da Constituição Federal seja cumprido.