Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 01/04/2019
De um lado, a teoria, o sistema mais completo e complexo do mundo. Do outro, a realidade, mais de 3 meses para marcar um simples exame. A ambiguidade apresentada retrata o caos que se encontra a saúde pública brasileira na contemporaneidade. De fato, um cenário lastimável fruto de uma política de descaso para com a sociedade.
Esse abandono se dá por uma omissão do Estado na garantia do direito dos cidadãos. A “caixa de Pandora” é um mito grego que afirma que todos os males do mundo estão aprisionados dentro dela. Uma concretização dessa teoria ocorre ao se olhar os hospitais governamentais. Filas extremas, prédios sem infraestrutura adequada e ausência de medicamentos são apenas alguns dos celeumas que circundam o país, cujo investimento nesse setor é inferior ào penitenciário. Logo, é notório uma deficiência na qualidade de vida da população.
Outrossim, a escassez de médicos para realização de atendimentos contribui para a acentuação dessa problemática. Em 2018, o MEC proibiu a abertura de novas faculdades de medicina por conta da quantidade exorbitante de profissionais na área. Porém, a maioria desses se concentram apenas nos grandes centros urbanos e ocorre uma ausência em áreas menos abastadas. Assim, se tem uma desigualdade no acesso a consultas e tratamentos.
Melhorias no SUS, portanto, são necessárias para que haja garantia do que promete a Carta Magna que rege o país. É urgente que o Governo invista na saúde por meio da construção de hospitais e UBSs em locais longínquos para melhor acesso da população. Faz-se oportuno que os CRMs estabeleçam a divisão de médicos no país por meio de concursos, a fim de que ocorra uma democratização das oportunidades a todos. Tais medidass são necessárias pois, como afirma Confúcio, “não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros”.