Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 01/04/2019
Na Idade Média, grande parcela das pessoas viviam em péssimas condições de higiene, o que acarretava no aparecimento de várias doenças. No Brasil hodierno, porém, apesar daquele cenário de salubridade não ser tão intenso, a questão da saúde pública ainda é preocupante e precisa de melhorias. Nessa conjectura, é necessário que haja ajustes no financiamento e, também, na distribuição de médicos no país.
Embora a rede pública ofereça inúmeros tratamentos através do Sistema Único de Saúde(SUS), nota-se que ainda há uma grande deficiência na gestão. Isso porque o poder público investe mais em outras áreas da sociedade do que em saúde. Corrobora isso dados da ONU, os quais mostram que o Brasil é um dos países com mais baixo PIB gasto em saúde, sendo investido quase um terço do que outros países investem, como a França. Assim, financiar saúde de melhor qualidade é também emergir o país.
Além disso, é notória a necessidade de mudança na distribuição de médicos no país. Uma pesquisa feita pela Folha de São Paulo mostrou que a quantidade de médicos nas capitais é quase o triplo das cidades de interior, apesar da população dessas ser bem maior, tornando a saúde da maior parcela de brasileiros de má qualidade. Esses fatores vão contra um dos direitos mais significativos da Constituição Federal de 1988: direito de saúde à todos. Logo, promover saúde de má qualidade é um infringir de direitos fundamentais.
Infere-se, portanto, que alternativas viáveis para a melhoria da saúde pública no Brasil sejam apresentadas. Para tanto, cabe ao poder público investir mais na área da saúde, diminuindo gastos em outros setores da sociedade, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos brasileiros, como acontece em países desenvolvidos, como a França. Além disso, as entidades municipais devem incentivar o trabalho dos médicos nas cidades interioranas, com o oferecimento de bons salários, visando melhorar a distribuição de médicos no país. Dessa forma, será possível, a médio prazo, assegurar o acesso igualitário e universal à saúde de boa qualidade, como previsto pela Constituição.