Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 01/04/2019
“Vamos comemorar…os mortos por falta de hospitais”.A música “Perfeição”, da banda Legião Urbana, critica ferozmente a estrutura hospitalar brasileira. Hodiernamente tal música se faz relevante ao passo que o país é regido por uma rede de saúde ineficiente para a sociedade. Com isso, a saúde pública brasileira se encontra na UTI.
Essa ineficiência aflora, como vetor fundamental, de um embrutecimento governamental. O sociólogo Zygmunt Bauman teoriza sobre as “Instituições Zumbi” onde órgãos de massa, entre eles o Estado, deixaram de cumprir sua obrigação social. Ao se fazer paridade com a situação da saúde atual tal teoria se concretiza uma vez que o governo se esconde de suas obrigações como investimentos e organização dessas redes e acaba culminando para uma estrutura precária. Ora, com um governo aquém a tal situação, o futuro encontra-se comprometido.
Além disso, tal problemática é fruto de uma mídia alheia. De acordo com o escritor Português, José Saramago, há uma cultura de ignorância e comodismo social, e nesse aspecto a mídia tem responsabilidade. Quando se tematiza sobre a saúde pública não é diferente, pois com a neutralização de canais midiáticos a população se torna “ignorante”, corroborando para a inércia de uma defeituosa rede de saúde. Logo, se não há denúncias, não há cobrança, resta a perpetuação do descaso.
Refletir sobre a situação da saúde pública se torna necessário. Urge que a mídia denuncie a situação de hospitais públicos por meio de reportagens e do uso de redes sociais como principal via, objetivando alcançar a maior parte da sociedade e criar uma consciência social. Ademais, é necessário que o Estado apoie o sistema único de saúde, por intermédio de investimentos e concursos para obtenção de mais mão-de-obra, com o fito de fazer o SUS uma referência na saúde. Para de que assim os versos da Legião Urbana seja algo distante. Afinal, “a maior riqueza é a saúde” afirmou Ralph Waldo Emerson.