Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 05/04/2019

Na série “sob pressão” é retratado o dia a dia de médicos brasileiros que mesmo com recursos insuficientes, fazem de tudo para tentar salvar a vida de seus pacientes. Fora das telas, a realidade não é diferente, uma vez que a saúde pública no país está ficando gradativamente mais debilitada. Nesse sentido, deve-se observar como o desvio de verbas e o sucateamento do SUS contribuem para o impasse e como resolvê-lo.

É preciso analisar, antes de tudo, a má gestão de verbas públicas. É inegável que para disponibilizar uma saúde de qualidade para a população, como é assegurada pela Constituição Federal de 1988, faz-se necessário um grande investimento do Estado para proporcionar esse bem estar . Entretanto, com a corrupção endêmica enraizada no país, somada a desqualificada administração do dinheiro público, culminam na falência da saúde pública. Um fato que exemplifica a problemática é o caso de um bebê de 11 meses que morreu no estado de São Paulo,sem ao menos ser atendido, por conta da morosidade do atendimento em um pronto socorro.

Em decorrência disso, é perceptível o insucesso do sistema único de saúde (SUS). Tal sistema foi criado no ano de 1988, prometendo á população uma saúde de qualidade e gratuita . E tendo como princípios básicos a universalização, a equidade e a integralidade do sistema público de saúde. Porém, na prática, o SUS não realiza corretamente sua função, e como consequência disso: pessoas esperam horas em filas para serem atendidos, faltam leitos , remédios e hospitais tem estruturas precárias de atendimento.

Evidencia-se, portanto, a urgência em resolver o problema. Primeiramente, é preciso que o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Saúde, fiscalize de maneira minuciosa acerca do desvio de verbas, punindo exemplarmente seus infratores. Ademais, devem contratar gestores competentes para melhor aplicar o dinheiro público. Assim, poderão ser investidas, de forma correta, verbas para melhorar a infraestrutura de hospitais e aumentar os recursos dos mesmos. Dessa forma, a população terá um maior amparo do Estado, e o caos no sistema único de saúde será apenas uma obra fictícia da TV.