Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 06/04/2019
Segundo a Constituição de 1988, é dever do Estado garantir saúde gratuita e de qualidade para os cidadãos. Porém, a realidade ainda é outra, visto que nas Jornadas de 2013 os manifestantes clamavam por melhorias na saúde pública. Sendo assim, essa problemática é resultado da atual crise econômica e da corrupção que aplaca o país.
Em primeira análise, evidência-se a atual tensão financeira que afeta diretamente a saúde. Observa-se que, com a atual instabilidade econômica no país, os governantes, a fim de de poupar gastos, acabam por cortar investimentos na distribuição de remédios, fazendo com que a população sofresse com esses reflexos, de modo a comprometer a saúde e a vida desses. Prova disso é que, segundo o G1, o estado do Mato Grosso reduziu o fornecimento de remédios para hipertensão e fribose cística, despreocupados com a saúde coletiva.
Paralelo a isso, a corrupção agrava mais ainda essa problemática. Com inúmeros casos de desvios de verbas e a falta de transparência sobre as transações financeiras, essas más ações afetam drasticamente a infraestrutura dos hospitais públicos. Conforme informa o Estadão, 70% dos desvios de verbas afetam a saúde pública. Decorrente a isso, os hospitais carecem em oferecer um atendimento de qualidade, já que há falta de macas, máquinas de raio x e outros equipamentos médicos descartáveis.
Portanto, é nítido que esse sistema de saúde não segue o ideal proposto pela Constituição, então, medidas devem ser tomadas. Cabe ao Poder Executivo, por meio do presidente e governadores, cortar gastos em outras áreas para priorizar a saúde pública, e, junto com o Ministério da Saúde, implantar medidas paliativas a fim de garantir que a população carente consiga, sem problema algum, acesso à remédios gratuito. E, também, é dever do Poder Legislativo criar leis mais severas no que se diz a transparência econômica e política, afim de minimizar cada vez mais a corrupção.