Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 12/04/2019

“Devemos tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais na medida da sua desigualdade.” Segundo o pensamento do filósofo Aristóteles, as desigualdades podem gerar inúmeras segregações sociais e desrespeitos. Dentro desse contexto, o acesso à saúde no Brasil se tornou privilégio de uma minoria rica da população, enquanto os demais sofrem com o descaso e o abandono do SUS que está saturado devido à estagnação dos investimentos.

Primeiramente, é válido ressaltar como os pobres padecem com a precariedade da saúde pública desde o Império. Naquela época, o acesso à saúde era determinado pela classe social do indivíduo, no qual os nobres tinham privilégios e os pobres e escravos não recebiam nenhum tipo de atenção médica. Analogamente, essa estratificação ainda se mantém hoje, mesmo que velada, nas comunidades carentes e distantes dos grandes centros urbanos.

Cabe destacar, também, os desafios que a saúde pública no país enfrenta atualmente. Segundo dados do Ministério da Saúde, 75% da população brasileira depende exclusivamente do SUS que, atrelado à precária estrutura dos postos e hospitais, colabora para as longas filas de espera por atendimento médico. Ademais, a falta de profissionais, remédios e investimentos no setor fazem com que muitas vezes os Direitos Humanos sejam desrespeitados.

Faz-se evidente, portanto, uma ação efetiva por parte do Governo Federal juntamente com o Ministério da Saúde a fim de promover a reformulação do SUS, bem como um maior investimento na área da saúde visando ampliar o acesso à esse recurso e melhorar sua estrutura. Concomitantemente, programas com o intuito de mapear regiões onde não há ação do SUS urgem no atual cenário nacional, unindo o Poder Público e os Municípios na busca de melhorias na saúde. Desse modo será possível pôr em prática o princípio da igualdade aristotélica e construir um futuro digno para todos.