Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 22/04/2019

No ano de 1808 o Brasil foi palco da chegada da família real e junto com essa veio um processo de “europeização” no país. Com isso,as primeiras universidades de medicina e os primeiros atendimentos médicos ocorreram. No entanto,foi somente a partir do ano de 1988 que a saúde passou a ser universalizada por meio da Constituição Federal e construção do Programa Único de Saúde. Hodiernamente,entretanto, a saúde ainda enfrenta muitos desafios,como o mau gerenciamento e financiamento dos investimentos em uma medicina preventiva e,principalmente distribuição equitativa de médicos nas regiões. Assim, a tecnologia e a medicina da família poderão solucionar tal paradigma.

A priori,nota-se como o descaso com o cumprimento do Art.2 da Constituição Cidadã que garante a saúde como um direito fundamental ao humano e o Estado como responsável por efetivar esse pleno exercício,é constante. Nesse sentido,medidas tomadas pelo Governo,por exemplo,a PEC 241 de 2016,responsável por congelar os investimentos em saúde por vinte anos,demonstra como o país não é consciente da importância da saúde e,consequentemente, da prevenção de futuros distúrbios,tendo em vista que essa conjuntura colabora para a construção de uma medicina curativa, a qual obtêm como resultado a procura da população somente nos momentos de necessidade extrema,aumentando os índices de doenças graves no país. Nessa perspectiva,a ausência de acompanhamento da saúde familiar e a omissão do Estado diante desse cenário torna o Programa Único de Saúde,falho.

Em conjunto com isso, a má distribuição dos médicos nas regiões é mais um dos fatores agravantes desse cenário de descaso estatal. De acordo com a Organização Mundial de Saúde é necessário em média 1 médico para cada 1000 habitantes,no Brasil,ocorre acima disso, existe 2,11 médicos para cada 1000 habitantes.Entretanto,esses médicos ficam concentrados nos grandes centros urbanos devido a empregabilidade e melhor qualidade de vida.Desse modo,as regiões menos favorecidas são vítimas de carência de medicamentos e de assistência médica,assim como não participam de conferências e conselhos da saúde.Portanto,é visto como a saúde também é um meio de estratificação no Brasil.

Sendo assim,cabe ao Ministério da Saúde por meio de investimentos de empresas privadas,colocar em prática a formação de médicos da família,incentivando os universitário de medicina a fazer parte dessa área da saúde,com a promoção de palestras educativas sobre a importância do médico da família construção da medicina preventiva, com o intuito de colocar nos ambulatórios municipais acompanhamento mensal da saúde dos civis. Ademais,o Estado deverá construir tecnopolos-centros de tecnologia- em todas as regiões,buscando promover melhorias em doenças persistentes e a participação da comunidade por meio de conferências da saúde.Logo,a saúde será para todos.