Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 24/04/2019

Em 1904, brasileiros reivindicaram a imposição do governo à vacinação; a Revolta da Vacina. Tal evento representou, pois, a insatisfação popular com a saúde pública. Isso pode ser estendido, também, aos dias de hoje, visto que, o sistema é alvo de críticas e agrava-se com a diminuição constante de recursos financeiros e o iminente envelhecimento populacional. Por isso, é importante debater a respeito da saúde pública no país.

O SUS (Sistema Único de Saúde) representa um modelo, em teoria, a ser seguido por todo o mundo. Em contraste, ressalta-se a ineficácia de sua prática no território nacional. Enquanto países desenvolvidos, como os Europeus, buscam aumentar o orçamento dedicado à saúde, o governo brasileiro corta gastos e embarga construções de novos hospitais, conforme a PEC 241 (Proposta de Emenda Constitucional) que congela o orçamento para verbas de saúde, por exemplo. Neste cenário, tem-se uma população insatisfeita e cada vez mais à margem dos valores abusivos do setor privado, no qual um plano de saúde para um jovem de até 30 anos pode custar quase R$500,00 reais mensais.

Neste cenário de corte de dinheiro, os hospitais enfrentam dificuldades alarmantes. Em 2018, muitos não tinham luvas, objetos báiscos para evitar a proliferação de doenças, devido ao não repasse de dinheiro pelos municípios, que enfrentam grande défict, conforme divulgado pelas prefeituras. Esse fator, então, juntamente ao aumento da expectativa de vida tem causado o inflamento das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e, por conseguinte, tornam o SUS insustentável. Dessa maneira, os brasileiros recorrem às redes particulares, aumentam seus gastos mensais e, consequentemente, intensifica-se a pobreza das camadas sociais mais debilitadas.

É indubitável, portanto, debater a saúde pública no Brasil e a problemática do inflamento do sistema. Ademais, como feito na revolta durante a Primeira Républica brasileira, a população necessita reivindicar seus direitos de acesso a hospitais de qualidade. Devem, então, criar grupos e ONG´s( Organizações Não Governamentais) com o intuito de fiscalizarem e cobrarem diretamente do governo a melhora do SUS. Membros das comunidades de bairros podem liderar, demonstrar aos governantes o dia a dia dos centros de saúde e o impacto dos cortes orçamentais. O governo, inicialmente, precisa criar um programa que acompanhe as pessoas de forma preventiva e as alertem sobre as diferenças entre Postos Médicos e UPAs para, assim, diminuir o inflamento de locais dedicados às emergências e urgências. Esse trabalho, destaca-se, deve ser comandado por agentes de saúde e feito por meio de visitas regulares à população. Por conseguinte, tem-se um ambiente passível às melhorias e devidamente fiscalizado.