Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 29/04/2019

O livro “Brasil, país do futuro”, publicado pelo literato austríaco Stefan Zweig em 1941, mostra uma meta otimista em vista do desenvolvimento previsto para o país. Hoje, ainda, nota-se inviável esse designo na realidade brasileira, mediante persistência advinda de barreiras que defasam o sistema de saúde pública (SUS) . Nessa conjectura, é notável a falha administração do sistema de saúde público, com isso, a base de todo o sistema está na consumação dos princípios.

Em primeira instância, convém lembrar que é direito do cidadão à cobertura pública nos serviços de saúde, no entanto, é perceptível a indiferença com a administração dos recursos põe em risco a vida de pacientes coagidos as filas e o atendimento nos corredores de hospitais. Deve-se a isso, a superlotação, devido falha na infraestrutura, como resultado de desvios e cortes de verbas. Com efeito disso é evidente o reflexo das crises de um país emergente no seu IDH, que coadjuvante as ofertas de prevenção e tratamento de doenças torna-se um fator ao baixo índice. Ademais, o país é produto de sua sociedade e de acordo com o panorama atual será difícil se alcançar o designo de “país do futuro”.

Concomitante a isso, vale salientar que investir na saúde resulta no atendimento amplo e de qualidade. Isso porque a desigualdade na distribuição de profissionais capacitados à serviço das pessoas no país propício da falta do investimento, no saneamento e na educação, causam déficit na humanização e amplificação. Em função disso, a acessibilidade ao direito, vinculado a difusão da informação da massa populacional, manifesta-se pela efetivação dos princípios do SUS de universalidade, integridade e equidade. No século XX, com a Revolta da Vacina, aludi-se traços desse desinteresse ao passo que impõe sem informar e torna precária a vida de uma camada social para viabilizar urbanização. Em suma, prevenção, tratamento e informação devem ser priorizados para se alcançar o desenvolvimento.

Fica evidente que para se desenvolver, o país precisa investir nos fatores do IDH, portanto, não basta ter capital se os problemas sociais não forem ponderados. Para tanto, cabe aos Ministérios de saúde e Desenvolvimento social, junto às secretarias, assegurar atendimento amplo, com intuito de administrar os incentivos para os hospitais municipais, melhorando seu rendimento máximo e o saneamento das cidades, por intermédio da fiscalização advinda da assistência social, para que a qualidade de vida chegue a todos. É uma opção também que se invista em pesquisas a cerca da melhoria nos tratamentos e prevenções, afim de que cada vez mais a tecnologia influencie no equilíbrio da natalidade e da mortalidade, mediante uma formação de profissionais mais humanizados através de incentivos do Ministério das Ciências, tecnologia e inovações, junto às secretarias de educação. Somente com intuito de assegurada seus direitos da sociedade , o país vai alcançar o tão sonhado desenvolvimento.