Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 01/05/2019
Consoante o pensamento de Émile Durkheim, Sociólogo Francês, defende a ideia que, a sociedade é análoga a um “organismo vivo”, constituído por órgãos que interagem entre si. Dessa forma, para que o tecido celular funcione de forma igualitária e coesa, é necessário que os direitos dos cidadãos sejam garantidos. Entretanto, de maneira análoga a essa corrente filosófica, prevê-se que a prerrogativa legal encontra-se distante na efetivação, o que tem crescido de forma exponencial as discussões acerca das dificuldades presentes na saúde pública na contemporaneidade e,somente ações contrárias devem frear essa problemática. Nessa ótica, mediante à esfera comunitária, destacam-se dois aspectos: o conservadorismo e a insuficiência legislativa.
Primeiramente, é indubitável que a questão constitucional seja um dos mediadores desse conflito social latente. Prova disso, segundo a pesquisa divulgada pelo G1, principal portal de notícias do país, estima-se que 153 mil mortes são propiciadas pela má qualidade de atendimento e 52 mil mortes pelo desconhecimento do acesso ao acolhimento médico. Diante dessa perspectiva, evidencia-se a fragilidade do poder público oferecer um sistema de saúde eficiente e a facilidade do desprezo de investimentos financeiro em grande escala, viabilizada por negligência estatal, não obstante, a ausência de fiscalização e administração federativa por parte de alguns setores sociais.
Em última análise, nessa temática, é o inobsolência estatal que ainda é o agente ativo dessa dissipação refletida na ditadura varguista. Sob essa realidade justaposta, em consonância com o Sociólogo Polonês Zygmunt Bauman, argumenta, por meio da obra “Modernidade Liquída”, que a falta de solidez nas relações políticas e econômicas são características pertinentes no século XXI. No entanto, analogamente a essa linha de raciocínio, ações estatais são imprescindíveis para transpor a inércia dos fatos sobre o problema.
Portanto, o Ministério da Educação e Cultura (MEC), deve com urgência, máxima dos aspectos educacionais, adotar estratégias psicopedagógicas para evitar as dificuldades que segmentam na saúde pública. Essa ação pode ser feita por meio de palestras e simpósios, as quais elucidem a importância de combatê-los tais práticas, o que promove criticidade e Educação Socioeconômica no ambiente escolar. Ademais, com a tentativa de aplicar o organismo vivo proposto por Durkheim, só será concretizado pelo poder legislativo, aliado ao Congresso Nacional, por meio da elaboração de leis específicas, adotar uma postura mais engajada e efetiva no que diz a respeito aos comportamentos que vitimizam as atmosferas civis.