Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 12/05/2019

A série brasileira “Sob Pressão” trata a cerca dos percalços existentes na saúde pública, que são enfrentadas por uma equipe médica e, conquentemente, os pacientes. De forma análoga, isso retrata a situação atual do Sistema Único de Saúde (SUS), que deveria agir como um mecanismo de inclusão social ao oferecer acesso médico de qualidade à população. Entretanto, à falta de investimento por parte dos governantes e as condições sub-humanas submetida àqueles, impedem aquilo de ser cumprido.

Primeiramente, o efetivo funcionamento do sáude pública esbarra em diversos obstáculos, dentre eles, escassez de investimentos. E, conforme os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) , a média global de investimento nessa área é de 11,7% do orçamento dos países, já o Brasil direcionou em 2018 apenas 3,5%. O que dificulta a aplicação de capital em novas tecnologias que poderiam melhorar o funcionamento e atendimento nos hospitais, como também em unidades básicas, ocorrendo o sucateamento desse sistema. Ainda de acordo com a OMS, cerca de um quinto do que é gasto com a saúde é desperdiçado. Isso deve-se à falta de integração entre os sistemas de informações do SUS, o qual leva a repetição de exames, vencimento de remédios e mau direciomento de pacientes.

Outrossim, essa carência de aplicações em uma área básica e importante do país leva ao tratamento precário dos cidadãos quando necessitam dela. Segundo a Constituição Federal de 1988, o Estado deve garantir aos indivíduos o acesso à saúde, como uma forma de assegurar as condições básicas de sobrevivência. Porém, ao analisar as situações enfretadas por aqueles, percebe-se que a execução desse benefício confronta diversos obstáculos. Como a superlotação dos hospitais, falta de instrumentos de trabalhos e remédios. Além disso, consoante o Estudo de Demografia Médica no Brasil, em 2018, as regiões Sul, Sudeste e Centro Oeste apresentavam as maiores proporções de médicos por 1000 habitantes, ao passo que o Norte e Nordeste, as menores. Essas informações retratam as disparidades da qualidade de atendimento enfrentada nos locais menos industrializadas e assistidos do Brasil, de forma que interferem na expectativa de vida dos habitantes desses locais.

Infere-se, portanto, a necessidade de investir na saúde pública. Logo, o Ministério da Saúde juntamente com as prefeituras, deve propor o aumento da cobertura de atenção primária, implementar a integração dos sistemas de informações dos pacientes e promover mais concursos públicos para médicos e enfermeiros com destino a locais distantes das grandes urbes. Além de  oferecer cursos de especialização para esse profissionais, bem como aumentar as verbas para a obtenção e equipamentos hospitalares. Para assim garantir a execução dos direitos básicos do cidadão.