Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 22/06/2019

A Primavera Árabe foi uma onda de movimentos revolucionários que ocorreram no Oriente Médio e no Norte da África em 2011. De forma análoga a esses eventos, para que uma situação problemática receba a devida atenção do governo são necessárias reivindicações, atitude essa que inegavelmente deve ser tomada no que tange a saúde pública brasileira.

Em países como os Estados Unidos, nos quais os cuidados médicos são bancados pelos cidadãos, os gastos individuais podem chegar a preços exorbitantes. Em contrapartida, o Brasil conta com o maior sistema de saúde pública do mundo, no qual inesperadamente a qualidade é insatisfatória. Visto que os hospitais vinculados ao SUS sofrem com a ausência de infraestrutura e superlotação, como em 2014 quando, de acordo com o Tribunal de Contas da União, 64% das instituições operava sempre acima de sua capacidade.

Outrossim, os investimentos direcionados aos setores da saúde não são suficientes, sendo ainda vítimas da corrupção, caracterizada pelo desvio de verba, lavagem de dinheiro e poucas indústrias que possuem o alvará para vender aos hospitais, monopolizando esse mercado. Por conseguinte, o maquinário e produtos hospitalares vendidos são de baixa qualidade sendo até mesmo descartados de forma irregular. Como por exemplo no acidente radiológico de Goiânia, quando o descarte ilegal de um aparelho de radioterapia ocasionou no maior acidente radioativo do Brasil.

Portanto, é inegável que lutar para conquistar a eficiência e expansão do sistema único de saúde se mostra indispensável para o bem-estar social. Para tal, a sociedade deve se mobilizar por meio de manifestações, elegendo candidatos comprometidos com o direcionamento de verbas a saúde além de vigiá-los e cobrá-los constantemente. Visando assim solucionar a carência estrutural e minimizar a ocorrência de desvios desses investimentos.