Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 23/05/2019

Durante boa parte do período colonial brasileiro, o sistema de saúde estava restrito apenas a elite, ficando de fora negros, brancos pobres e índios. Porquanto, com a fundação do primeiro curso de medicina em 1808 e consequentemente a evolução desse processo, esse passou a ser um direito de todos. Hodiernamente, o sistema de saúde do Brasil enfrente vários problemas. Dessa forma, fatores que agravam esse impasse não devem ser negligenciados.

Em primeira análise, cabe pontuar que no sistema público de saúde a uma carência de médicos, somado a isso,a distribuição desses profissionais é muito desigual no território. Comprava-se isso, por meio de uma pesquisa do Conselho Federal de Medicina- CFM, no Brasil a um médico para cada 433 indivíduos, enquanto na Europa é de 33, em regiões como o norte do país, o número de pacientes é de 953. Segundo o filosofo Platão, o importante não é viver, mas viver. Todavia, é difícil viver bem em um país que tem um déficit no seu sistema público de saúde.

Ademais, uma das principias reclamações da saúde brasileira é a falta de leitos, ficando esse em terceiro lugar dos problemas mais recorrentes nos hospitais,  muitos pacientes recebem atendimento nos corredores, ficando expostos a vários tipos de doença contagiosas. Pesquisas da Sociedade Brasileira de Pediatria- SBP, confirmaram que nos hospitais o número de leitos é de apenas 1,5 por 100 habitantes , enquanto deveria ser 4. De acordo com terceira lei de Newton, toda ação gera uma reação. De maneira análoga, um maior direcionamento do Estado aos problemas de saúde, terá como reação a melhora desse sistema.

Em suma, medidas são necessárias para solucionar o problema de saúde no Brasil. É imprescindível que o Estado, em parceria com o Mistério Da Saúde, sintetize proposta que garantam um maior número de médicos para a população, investindo mais verbas no curso de saúde, por meio da criação de emendas constitucionais, possibilitando que a universidade ofereça um maior número de vagas para a faculdade de medicina, com o objetivo de frear a falta desses profissionais. Além disso, o mesmo, deve direcionar mais recursos para os hospitais, afim de melhorar o atendimento, infraestrutura, medicamentos e principalmente, o número de leitos, garantido que os pacientes não careçam de nada.