Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 18/05/2019

Condições insalubres em diversas moradias. Retorno de doenças anteriormente erradicadas. Crise no Sistema Único de Saúde (SUS). Delonga do  atendimento de inúmeros pacientes. Assim encontra-se a realidade da saúde pública no Brasil. Com efeito, esse cenário instaura-se como subproduto da carência de uma conscientização da população acerca de certas doenças e do mau gerenciamento dos sistemas de saúde pública.

Em uma primeira análise, a precariedade da saúde pública nacional alicerça-se devido à falta de conscientização do povo sobre doenças e como preveni-las . Isso porque, em muitos casos, medidas simples como higiene e vacinação não são realizadas pela população, visto que essa não possui conhecimento de sua extrema importância.  Essa falta de conhecimento sobre as medidas preventivas de certas doenças - como ocorreu na Revolta da Vacina no início do século 20 - aumenta exponencialmente a chance de contração das mesmas.

Em segundo plano, esse panorama é arquitetado, também, como resultante de um ineficaz gerenciamento dos sistemas de saúde pública. Esse quadro constrói-se devido à insuficiência dos investimentos direcionados à saúde pública, visto que são altíssimos os gastos desse setor. Essa realidade é agravada devido ao envelhecimento populacional, uma vez que indivíduos nessa faixa etária tendem a apresentar problemas de saúde mais recorrentes, o que aumenta ainda mais os gastos.

Fica evidente, portanto, que a precariedade da saúde pública no Brasil constrói-se como resultante de questões informacionais e econômicas. Dessa forma, cabe ao  Estado e ao Ministério da Saúde promover um mais expressivo e organizado investimento nesse setor, assim como promover campanhas de vacinação e outras formas de prevenção de doenças à fim de conscientizar e proteger a população. Dessa maneira, será possível reverter a situação da saúde pública nacional e garantir uma melhor qualidade de vida para a sociedade brasileira.