Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 23/05/2019

A reforma sanitária, no século XX, possibilitou avanços na área da saúde, ao garantir a saúde como direito e ao criar o Sistema Único de Sáude (SUS). Contudo, ao avançar dos anos, baixos investimentos gerou um ambiente de morosidade, com a ausência majoritária da medicina preventiva elevou os riscos e o número de doentes, gerando custos e mínimas resoluções, além de demasiadas filas nos hospitais do SUS. Desse modo, cabe a ação de órgaos responsáveis, junto à população, para a equação da problemática.

Mormente, Hipócrates, considerado o pai da medicina, afirmava a necessidade de haver o cuidado antes da manifestação da doença,assim, inaugurava ensinamentos acerca da prevenção. Percebe-se, no entanto, que apesar de cuidados com vacinações e visitas de agentes de saúde, há poucas mobilizações que visem a manutenção da saúde. Decerto,ensinamentos simples como lavar vegetais e ingerir determinados alimentos fariam a diferença ao número crescente de doentes, já que evitariam verminoses, bacterioses e anemia, respectivamente, além da manifestação de outras doenças por evitar a baixa no sistema imunológico. Porém, com a ausência de pequenos ensinamentos, nota-se grandes manifestações enfermas.

Em consonância com o citado, o crescimento de enfermos gera filas em hospitais e atrapalham a erradicação da doença, De acordo com o site G1,  a partir de pesquisas em um hospital de Campinas, os indivíduos esperam em média 120 dias por uma consulta, logo, a espera agrava a situação do paciente e impossibilita a rápida resolução da enfermidade. É inegável o contigente populacional que o SUS abarca, mas lida com contrastes que precisam ser superados. Segundo a Carta Magna de 1988, a saúde é dever do Estado e direito de todos, sendo necessário, dessa forma, buscar meios que otimizem o trabalho do Sistema de Saúde.  Dessarte, a precisão de medidas reparatórias no SUS para que exerça em plenitude o que prevê: integralidade, universalidade e totalidade.

Infere-se, portanto, a partir da fragilidade da medicina preventiva e com os problemas do SUS, a urgência de ações. Por conseguinte, o Ministério da Saúde deve direcionar verbas para os munícipios, para serem repassados em prol da qualificação dos profissionais da saúde, para que sejam promovidas mobilizações que discutam processos básicos que previnam a manifestação de variadas doenças. Além disso, verbas para o ensinamento entre médicos, enfermeiros e agentes de sáude, de como realizar consultas a partir de uma triagem com uma equipe que tenha a permissão de identificar a enfermidade e prescrever o medicamento, caso não seja um estado grave, para que diminua a morosidade das filas. Nesse sentido, os direitos previstos desde a Reforma Sanitária serão plenamente garantidos.