Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 29/05/2019
O movimento da Reforma Sanitária brasileira, que ocorreu na década de 70 do século passado, representou uma luta contra a ditadura militar, sustentado pelo anseio de um sistema de saúde público democrático que suprisse as carências da população. A resposta desse movimento se efetivou na Constituição Cidadã ao considerar a saúde como um direito. No entanto, a omissão do Estado permite um contexto contraditório entre a teória e a realidade da saúde pública do país. Ademais, a permanêcia da falta de saneamento básico para uma parcela da sociedade intensifica essa problemática. Em primeira instância, ao analisar a realidade do sistema público de saúde brasileiro percebe-se que esse exemplifica o enigma da modernidade elucidado pelo filósofo Henrique de Lima, em que a civilização é tão avançada em sua razões teóricas, mas tão indigente em suas razões éticas. Dado que apesar da Constituição Federal de 1988 afirmar por meu de artigos e dispositivos de que a saúde é um direito de todos, a realidade ilegitima esse decreto. Isso se observa, intuitivamente, pela escassez de medicamentos, pela falta de infraestruturas dos hospitais e pela má distribuição dos profissionais de saúde no território brasileiro. Em vista disso, percebe-se que a negligencia do Estado fomenta essa quadro incoerente entre a teória e a realidade. Ademais, outra problemática na área da saúde pública do país, reflete-se pela permanência da falta de saneamento básico a um parcela da população. Uma vez que, no início do século XX, o escritor Monteiro Lobato já denunciava as consequências adquiridas pela inexistência do acesso a agua potável e rede de esgoto, por meio do personagem “Jeca Tatu”. Haja vista que esse indivíduo, durante um período de sua vida, não conseguiu promover crescimentos pessoais devido ao fato de apresentar doenças decorridas pela falta do saneamento básico. Assim, ao observar que quarenta e cinco porcento da nação, atualmente, é privada desse sistema , segundo a Agência Nacional de Águas, nota-se, que o Estado não conseguiu garantir o bem-estar físico, mental e social da sua população.
Portanto, faz necessário que ONGs -Organizações não Governamentais- venham desenvolver comerciais que serão veiculados nas grandes mídias, os quais denuciarão o descaso da saúde pública no Brasil, por meio de personagens que representam o “Jeca Tatu” atual. Os quais demonstrarão uma vida que poderia estar alicerçada no bem-estar, mas devido ao posicionamento do Estado em não oferecer um sistema de saúde publico eficiente e o acesso ao saneamento básico, essa realidade é sucumbida. Para que, assim, a sociedade reverbere o Movimento Sanitarista e cobre do governo uma ação mais ativa na área da saúde do país. Dessa forma, garantir-se-á uma realidade que dialogue com a teória e por conseguinte a população desfrutará do seu direito à saúde.