Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 31/05/2019

O Sistema Único de Saúde, SUS, foi criado em 1988 para garantir a saúde da população. No entanto, apesar da universalidade do orgão previsto na Constituição Federal, problemas de atendimento não permitem o seu uso por todos os cidadãos. Nessa perspectiva, constata-se a inércia da situação, seja pelo desvio de verbas públicas, seja pela negligência da população em reclamar seus direitos.

É indubitável que a corrupção é um fator ativo na continuidade da problemática. Segundo o filósofo Dahrendorf, a anomia está presente quando as normas não funcionam, o que gera medo e insegurança. Nesse contexto, a sociedade se encontra num estado anômico, visto que o desvio de verbas por políticos, exalta o individualismo dos mesmos em detrimento da qualidade de vida da população. Dessa forma, a diminuição nesse valor deriva num atendimento pejorativo, com hospitais marcados por problemas de infraestrutura, como a falta de leitos e profissionais capacitados.

Ademais, a falta de mobilização dos cidadãos acresce a problemática. De acordo com o filósofo iluminista Jean-Jacques Rousseau, o poder emana do povo. Porém, apesar da máxima, a passividade dos brasileiros quanto a qualidade pejorativa da saúde do país, favorece o descaso dos orgãos governamentais de negligenciar a manutenção do SUS. Dessa maneira, o estado age baseado em seus próprios interesses, pois não há uma oposição capaz de debater com as autoridades competentes. Assim, é notório a necessidade de organizar manifestações em prol do bem comum.

Fica claro, portanto, que é imprescindível a ação do Ministério Público, através da Polícia Federal, em instaurar investigações rigorosas nas finanças dos hospitais públicos, a fim de descobrir esquemas de fraude e recuperar as verbas destinadas para a melhoria da infraestrutura do SUS. Sendo relevante, ainda, os movimentos políticos independentes do país, organizarem por meio das redes sociais, manifestações contrárias a sucatização da saúde pública, em busca de pressionar os governantes para a melhoria dos hospitais e favorecer a qualidade de vida no Brasil.