Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 02/06/2019
Com o advento da Primeira Guerra Mundial a medicina se desenvolveu consideravelmente devido a quantidade de feridos e consequentemente de cirurgias que salvaram vidas. Hodiernamente a saúde sofre grandes avanços benéficos ao homem. Entretanto, a saúde pública no Brasil não acompanha tais progressos, apresentando-se escassa, precária e corrupta.
A princípio, é visto a quantidade de brasileiros que passam anos na fila do SUS (Sistema Único de Saúde) aguardando uma vaga e acabam morrendo antes de serem atendidos. A constituição de 1988 declarou que todo cidadão tem direito a saúde, apesar da saúde de qualidade no Brasil ser restrita a classe A, que tem condições de recorrerem a hospitais privados. Desse modo o sistema se faz cada vez mais ineficaz e insuficiente, deixando desamparado os que mais precisam.
Deve-se abordar, ainda, que a corrupção vigora neste meio, apresentando-se em desvios de verba, pagamentos de propina, peculato e etc. Agravando mais a atual situação da saúde pública. Uma vez que a verba disponível é pequena se comparada a quantidade populacional brasileira que depende deste recurso. Torna-se evidente com isso, a Teoria Determinista expressa no livro “Quincas Borba” de Machado de Assis, no qual o mais forte prevalece em vantagem, sendo que, em crimes como esse a classe C tem, mais uma vez, seus direitos interrompidos.
Longe de propor uma realidade utópica como a descrita no livro “A Utopia” de Thomas More, é notória a necessidade de medidas que mitiguem a ineficiência da saúde pública brasileira. Cabe ao Ministério da Saúde a elaboração de estratégias que atenue a espera de pacientes, priorizando os mais pobres. O Governo deve atuar em conjunto aumentando e assegurando a distribuição de verbas nos hospitais, afim de combater a corrupção e garantir a melhoria da saúde no Brasil. Dessa forma, assim como na Primeira Guerra Mundial, o sistema de saúde brasileiro tenderá ao desenvolvimento.