Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 13/06/2019

O Brasil possui o maior programa de saúde pública do mundo, o SUS (Sistema Único de Saúde) que, em teoria, garante esse serviço a todos os cidadãos brasileiros de forma universal, igual e integral. Contudo, o sistema é falho na prática, já que sofre com falta de recursos, lotação de leitos e estruturas precárias, causas que o colocam em estado de calamidade, subjugando funcionários e pacientes a ambientes nocivos e degradantes. Diante disso, é preciso analisar que as raízes desse problema são o baixo investimento em medidas preventivas e a má gestão de recursos.

Mormente, observa-se que a prevenção de doenças é o melhor caminho para diminuir os gastos com saúde e diminuir a superlotação de leitos, haja vista que tal medida exige menos recursos do Estado e melhora consideravelmente o bem-estar social, o que atinge de forma e indireta o setor de saúde. Dessa forma, comprova-se o exposto com a Reforma Sanitária de Oswaldo Cruz, no século XX, que erradicou a dengue do país, além de reduzir a incidência de doenças contagiosas. Logo, está claro que um dos caminhos mais promissores na estruturação da medicina brasileira é o investimento em medidas preventivas.

Outrossim, é importante ressaltar que, segundo o médico Dráuzio Varella, a má gestão dos recursos prejudicam o SUS em virtude da grande interferência política no sistema, em especial com a escolha de seus gestores, uma vez que essa baseia-se em critérios políticos. Nesse sentido, infere-se que falta de estabilidade e integração na administração das verbas desperdiça o potencial de eficiência do setor, colocando em xeque a saúde de milhões de brasileiros que dependem dele.

Destarte, fica evidente que a falta de planejamento associada à má gestão colocam a saúde pública brasileira em posição desfavorável, o que deve ser modificado com urgência. A princípio, é preciso que as Secretárias da Saúde e do Desenvolvimento dos municípios associem-se em um projeto de investimento em saneamento básico e medicina da família, com campanhas em postos de saúde, pelo território nacional, para que sejam reduzidos os gastos com medidas curativas, o que se dará com o uso da verba destinada a esses setores. Ademais, o Conselho Nacional de Medicina junto ao Sindicato dos Médicos devem realizar uma petição que exija mais participação desses órgãos nas escolhas de gestores da saúde, a qual deverá ser levada ao Governo Federal, para que o SUS seja administrado por profissionais competentes sem viés político e, assim, seja posto em prática todos os ideais do maior programa de saúde pública do mundo.