Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 04/07/2019
Na mitologia grega, Aporia é um espírito da impotência que destrói o alcance da felicidade quando impede a sociedade civil de alcançá-la. Similarmente, o espírito representa o precário sistema de saúde pública no Brasil, ofuscado por uma sociedade inerte e negligenciada por um governo letárgico.
Primeiramente, é indubitável que o Movimento da Reforma Sanitária, de 1970, incentivou a criação do SUS, Sistema Único de Saúde, juntamente com a Oitava Conferência Nacional de Saúde. Entretanto, o sucesso obtido e declarado na Carta Magna, de 1988, perdeu a força social que mobilizava-o. Contudo, a sociedade está inerte com o SUS quando deixa retroceder as condições precárias que antecederam o ano de 1970.
Nesse contexto, o poder público permanece em repouso quando mantêm a negligência sob a problemática. Diante disso, em 2010, de acordo com a MV, o Brasil gastou apenas 10,7% do orçamento total com a saúde pública, isso explica a negligencia deturpada do poder público em manter a sociedade em uma margem de injustiças, ora quando a população enfrenta filas, ora quando os hospitais não possuem materiais para atender a população. Destarte, a dessemelhança em não zelar da saúde pública confirma o desafio ao acesso da integralidade, universalidade e equidade previstas no SUS.
Portanto, medidas governamentais e sociais devem ser efetivadas. A Campanha “Mobilizar para a Saúde melhorar” deveria funcionar de modo informativo em que a população utilizaria das ferramentas digitais para promover manifestações nas ruas a favor do aumento de verbas ligadas ao SUS. Ademais, o poder público tem a importante função de investir mais na saúde pública para assegurar esse direito humano universal. Assim, o movimento de 1970 terá a mesma força para zelar do SUS e o poder público terá a grande função de não ter a Aporia como representante da saúde pública.