Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 11/08/2019
Em 1986 ocorreu um grande avanço ao Brasil, pois foi realizada a Conferência de Saúde que mudaria muito a situação da população. Contudo, esse momento que visava o ampliamento do setor medicinal, hodiernamente, percebe como essa concepção de um sistema de qualidade se transformou em uma utopia, em razão da falta de investimento estatal ao SUS (Sistema Único de Saúde) que resulta na realidade precária de muitos brasileiros.
Antes de mais nada, é válido destacar que a principal causa do quadro vigente da saúde pública se deve pelo descaso do Estado. Prova disso, é a pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a qual retrata que o Governo Federal investe apenas 6,8% ao setor. Nesse viés, evidencia-se uma contrariedade no país, haja vista os exorbitantes impostos públicos que, de alguma forma, deveria retornar aos brasileiros, porém o contexto atual é totalmente diferente. Consequentemente, o meio hospitalar encontra em um cenário de deficiência estrutural. Assim, a parcela populacional que necessita do SUS precisa enfrentar condições preocupantes, como crianças, idosos, grávidas dentre outros em corredores, pois os quartos hospitalares estão lotados, além de esperas absurdas pela falta de médicos ou até mesmo devido à ineficiência de muitos. Tamanha conjuntura, contraditoriamente, infringe os direitos de bem-estar e saúde de qualidade que a Constituição Federativa e os Direitos Humanos asseguram.
Desse modo, para que o SUS seja presente no Brasil de forma que possua qualidade e atenda a todos, urge que o governo, por meio de efetivar o artigo constitucional que garante a saúde igualmente, promova uma melhoria hospitalar e, para isso, o dinheiro investido pela população, ao menos 40%, deverá ser aplicado no setor, a fim de uma participação efetiva do Estado para ocorrer uma melhoria pública que visará locais mais humanizados e de acordo com as leis. Portanto, a Conferência realizada em 1986 terá realmente seu papel social cumprido.