Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 14/08/2019

A ausência do olhar prioritário do Estado sobre a saúde pública brasileira impossibilita sua melhoria. O sucateamento do Sistema Único de Saúde (SUS) inviabiliza o atendimento de qualidade à população e é agravado quanto à ausência da medicina preventiva no país. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro, além do papel do governo na resolução desse impasse.

Em primeiro plano, observa-se diariamente diversos problemas envolvendo a falta de estrutura do SUS, negligenciada pelo Estado, e cidadãos - que não têm outra escolha senão a assistência médica pública - carecendo de cuidados. Tamanho é o descaso com a saúde que a população, mesmo ciente que tem direito ao SUS, prefere usar serviços particulares a passar pelas agruras da estrutura de saúde pública. Tem-se como exemplo a série Sob Pressão, veiculada pela Rede Globo, em que retrata o cotidiano de um médico da rede pública do Rio de Janeiro frente à estrutura defasada do sistema.

Além disso, evidencia-se uma relação entre o sucateamento do SUS e a ausência da medicina preventiva. A prevenção consiste em palestras, debates e consultas obrigatórias desde a infância, como exemplo a constante campanha contra o cigarro. No entanto, a ausência desse tipo de programa, por desorganização do Estado, acarreta enfermidades mais graves que necessitarão de intenso auxílio financeiro, provocando a defasagem do serviço de saúde.

Portanto, é evidente que a estrutura do SUS não comporta a população que precisa dele. Destarte, é incontrovertível que haja medidas públicas para alterar esse cenário. É fundamental que o governo estimule a medicina preventiva por meio de debates em escolas e programas de conscientização veiculados pela mídia e, assim, interromper o ciclo que torna a saúde, no Brasil, deficitária.