Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 19/09/2019
A Revolução Francesa foi um momento importante para a história da humanidade, tendo em vista que os seus principais ideais eram liberdade, igualdade e fraternidade, o que garantiria, ao menos em tese, que todos tivessem acesso aos meios de cuidados com a saúde. Entretanto, em pleno limiar do século XXI, quando olhamos para a sociedade contemporânea em relação ao debate sobre a saúde pública no Brasil, é notório que há ainda muito a ser feito para que o ensejo revolucionário possa ser assegurado na prática. Nesse ínterim, pressupõe-se que é necessária uma análise acerca dos entraves que englobam está problemática, para que o governo e a mídia possam solucioná-la.
A priori, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948, prevê a todos os indivíduos direitos iguais e inalienáveis, perante o governo. Seguindo essa linha de raciocínio, as pessoas de baixa renda acabam sendo excluídas do acesso à saúde, pois não tem condições financeiras de contratar um plano de saúde ou consultas particulares. Como exemplo disso, temos que o índice de indivíduos com acesso à saúde de qualidade é 67%, ou seja, mais de 30% da população brasileira fica a mercê de meios precários para cuidar de si, de acordo com pesquisas do Datafolha. Sendo assim, torna-se claro que o governo é o principal agente para que esses índices possam decrescer exponencialmente, melhorando a qualidade vida da comunidade.
A posteriori, a Agenda 2030 consiste em um plano de ação global que contém 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para alcançar a paz mundial, prezando, em uma das ODS, a saúde e o bem-estar. Nessa conjuntura, é notório que os canais midiáticos, principalmente a internet, são os principais veículos para obter informações e reivindicar direitos, como a saúde pública. Posto isso, de acordo com pesquisas G1, os canais comunicativos são o segundo meio em que mais ocorrem manifestações, perdendo apenas para às ruas. Assim sendo, nota-se que à mídia é a influenciadora fundamental para que a sociedade possa reivindicar seus direitos e ter acesso a cuidados médicos de qualidade sem custos.
Fica evidente, portanto, que o problema discutido carece de soluções. Como forma de garantir isso, compete ao governo e à mídia criarem campanhas, que visem o foco na saúde pública, por intermédio de palestras abertas a comunidade, que tenham como público alvo, principalmente, às famílias de classe baixa e média, com o fito de melhorar a qualidade da saúde pública brasileira. É notável, então que por meio de ações factíveis será possível manter a esperança de uma sociedade melhor e alcançar, ao menos em partes, os ideais defendidos pela Revolução Francesa quaisquer que sejam eles, a liberdade, a igualdade e a fraternidade entre os povos da Terra.