Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 28/08/2019
Para a Organização Mundial de Saúde: “saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social”, ou seja, não se trata somente da ausência de afecção e enfermidades. Desse modo, como condiz na Constituição, é dever do Estado promover o equilíbrio mental e o desenvolvimento físico e social dos cidadãos. Para isso, problemas no âmbito da saúde pública, como a falta de saneamento básico e a volta de epidemias devem ser erradicados por meio de políticas de prevenção. Portanto, convém analisar as causas, consequências e possíveis soluções para esse problema atual no Brasil.
A priori, durante o período colonial no Brasil, com a chegada dos portugueses na América, foram trazidas junto aos europeus diversas doenças que assolaram milhares de vidas ameríndias, na época. Dessa maneira, observa-se que os problemas na saúde não é atual, e de fato, agrava-se cada vez mais, pois não há investimento em políticas públicas de prevenção pelo Estado, tampouco no tratamento das doenças. Nesse contexto, durante o período monárquico de Dom Pedro II, com o objetivo de aperfeiçoar o Rio de Janeiro, foram feitas diversos projetos acerca do desenvolvimento saudável, tais como, a políticas de saneamento básico e os projetos de obrigatoriedade das vacinas. De forma análoga, é necessário a repetição de ações passadas na atualidade acerca da saúde pública.
A posteriori, cabe destacar a obra do escritor Albert Camus, “A peste”. O livro narra a história de uma cidade que foi parcialmente dizimada pela contaminação de uma doença transmitida por ratos. De maneira parecida ocorreu durante o declínio do feudalismo, a ascensão da peste bubônica que matou um terço da população da época. À vista disso, é possível traçar um paralelo da ficção com a realidade, visto que é comumente o descaso no tratamento de doenças e na prevenção das mesmas, isso se deve à negligencia do estado, que não garante a saúde pelo alto custo do financiamento. Para isso, já dizia o renomado doutor Dráuzio Varella, “a saúde está focado na doença, mas é preciso focar na prevenção”, pois a medicina preventiva reduz as chances das doenças e consequentemente reduz os gastos necessários com o tratamento, definitivamente mais custoso.
Logo, é necessário que o Ministério da Educação promova políticas públicas de prevenção, como a aplicação do saneamento básicos, a retirada de águas paradas, a política de vacinação e também, a publicação de receitas saudáveis e medicinais. Outrossim, é preciso também que o próprio Estado coopere com investimentos nos sistemas de saúde do país, para o melhor atendimento à população, com melhores tratamentos, infraestruturas e profissionais.capacitados. Além disso, cabe aos meios midiáticos promover a disseminação de informações sobre a importância do cuidado à saúde. Somente assim será possível a promoção do bem-estar à toda a população brasileira acerca da saúde.