Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 07/10/2019

No Artigo 196, a Constituição Federal de 1988 reconhece a saúde como direito de todos e dever do Estado. Contudo, o Estado brasileiro, hoje se mostra com dificuldades de assegurar o direito da população. Isso ocorre devido à má gestão de recursos e também à carência de uma cultura de prevenção dos cidadãos brasileiros.

Em primeiro plano, é válido reconhecer que a falta de verba muito interfere na questão da saúde pública. Sabe-se que o Brasil vive uma crise econômica desde 2014 e a saúde é uma área que muito sofre com a falta de recursos. Com a diminuição de verbas, há um grande sucateamento dos hospitais, no que diz respeito a infraestrutura, medicamentos, aparelhamentos e funcionários. Com isso, trabalhadores são impedidos de exercer sua profissão de forma plena e pacientes têm menor acesso à saúde de qualidade.

Ademais, o Brasil se depara com pacientes que exigem uma medicina emergencial. Com a mudança da pirâmide etária e o envelhecimento da população, e a ampliação do movimento antivacina, por exemplo, há um maior gasto com a saúde pública, já que não se trabalham medidas de prevenção de doenças. Quando a cultura baseada no chamado “jeitinho brasileiro”, em que o povo tende a improvisar soluções imediatistas para as problemáticas, atinge a saúde, pode ocasionar o aparecimento de doenças graves, filas quilométricas para atendimentos de emergência e altos gastos com tratamentos.

Portanto, são necessárias medidas a fim de mitigar os problemas da saúde pública do Brasil. Para tanto, o poder público, com a finalidade de captação de recursos e de retirar da saúde as mazelas advindas com a crise econômica enfrentada pelo país, deve criar leis de incentivo que estimulem o investimento por parte de pessoas físicas e jurídicas na saúde brasileira, de forma a criar, assim, um centro de captação de recursos que, mais tarde, serão direcionados ao bem-estar do brasileiro. Além disso, o Ministério da Saúde deve lançar campanhas, em televisão aberta, rádios e jornais, que incentivem os cidadãos a terem acompanhamento médico desde cedo para que sejam prevenidas doenças de maior gravidade e alto custo. Dessa forma, espera-se que a saúde seja, de fato, universal como prevê a Constituição.