Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 02/09/2019

Isaac Newton, por meio da inércia, afirma que tudo que está em movimento tende a permanecer em movimento, até que uma força suficiente atue sobre ele, o que faz com que mude seu percurso. Os problemas da saúde pública persistem na sociedade brasileira a algum tempo. Com isso, ao invés de funcionar como a força suficiente capaz de mudar o percurso desse problema da persistência para a extinção, a combinação de fatores políticos e governamentais acabam por contribuir com a situação atual.

A Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro - garante o direito a saúde, mas fica evidente que isso não está sendo cumprido. É comum noticias em jornais sobre a superlotação nos hospitais, a longa fila de espera do Sistema Único de Saúde (SUS), falta de medicamentos e profissionais qualificados. Segundo o site G1, 70% dos brasileiros não possuem plano de saúde particular. Pessoas que não têm condições de obter um convênio médico são obrigadas a conviver com tal descaso, o que pode levar a um quadro pior da doença como também a morte.

Entretanto, a questão está longe de ser resolvida. Um dos maiores empecilhos é a corrupção, o grande desvios de verbas faz com que situação piore. De acordo com o Estadão, 70% dos desvios nas cidades afetam a saúde. Além disso, não há uma infraestrutura adequado para atender toda a população, programas como “Mais Médicos” cujo objetivo é suprir a carência de médicos nos municípios do interior e nas periferias ajudaram, mas não foram suficiente para resolver a situação.

Portanto, com os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de uma tomada medidas que realizem a mudança do percurso. Sob a perspectiva de Platão, o importante não é viver, mas viver bem. Para o filósofo a qualidade de vida ultrapassa a da própria existência. Dessa forma, a Policia Federal deverá investigar os desvios de verbas da saúde, com o intuito de aumentar o dinheiro investido nos hospitais, melhorando sua infraestrutura. Ademais, urge que o Ministério da Saúde, por meio de verbas governamentais, contrate mais médicos e enfermeiros qualificados para que as filas de espera sejam menores, além de fornecer medicamentos para a população. Com isso, o ser humano não irá só viver, mas irá viver bem. Só assim, será possível mudar o percurso da persistência para a extinção.