Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 01/10/2019

A série televisiva Greys Anatomy, descreve o cotidiano do Seattle Grace, um hospital particular que recebe inúmeros casos de pacientes que não conseguem atendimento de qualidade em hospitais da rede pública e são levados a desembolsarem dinheiros em procedimentos caros mesmo sem ter boas condições. Fora da ficção, vê-se que os pilares de acesso à igualdade e aos direitos fundamentais dos indivíduos não são garantidos, como proposto pela Constituição de 1988, visto que hodiernamente a questão da saúde apresenta obstáculos devido a má distribuição de verbas destinadas a infraestrutura e recursos. Dessa forma, é evidente um desenvolvimento econômico somado a falta de garantia dos direitos humanos, culminando na desigualdade social.

A princípio, devido a falta de organização quanto a distribuição de recursos e políticas públicas focada nos hospitais, no Brasil, o sistema de saúde é precário, acrescido da incapacidade de atender toda a população necessitada devido à falta de profissionais e infraestrutura adequada, resulta em óbitos e agravamento de doenças em certas regiões. Segundo o filósofo alemão Arthur Schopenhauer, o maior erro que um homem pode cometer é sacrificar sua saúde a qualquer outra vantagem. Dessa forma, atos de corrupção corroboram para que não haja mudança nos hospitais, por consequência, há vários pacientes que não são atendidos por falta de macas, remédios e instrumentos descartáveis, a fim de  tornar a qualidade nos atendimentos bastante limitada e que demanda um grande tempo de espera.

Por conseguinte, o Brasil é uma das principais economias do mundo, porém há indicadores sociais que nos aproximam a países miseráveis, em razão de o desenvolvimento econômico contradizer a ideia de bem-estar e igualdade social, dado que o acesso a saúde de qualidade abrange apenas a uma pequena parcela da população com boas condições financeiras. De acordo com o geógrafo Milton Santos, a globalização se apresenta como fábula por invisibilizar acontecimentos da sociedade, pois a desigualdade social é perversa. Nessa perspectiva, vários pacientes não tem condições para arcar com os gastos do sistema privado, princialmente de remédios, assim, colocando a sua saúde em risco .

Logo, nota-se que a saúde pública no Brasil não é vista como prioridade, e faz-se indispensável combater esse descaso. Portanto, é necessário que o Governo em parcerias com empresas privadas, visem a melhoria da infraestrutura dos hospitais, destinando verbas e doações de equipamentos médicos, macas e remédios, essa ação deve ser feita por profissionais de confiança para fiscalizar a entrada dos recursos, a fim de cumprir a garantia de uma saúde de qualidade capaz de atender toda a população. Outrossim, o Ministério da Saúde juntamente com as políticas midiáticas deve divulgar a importância de denunciar a corrupção nos centros de saúde como forma de amenizar a precariedade.