Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 05/09/2019

Segundo a Constituição de 1988, a saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício. Entretanto, trinta anos depois de sua implementação, percebe-se que tais práticas não vêm sendo plenamente exercidas. Diante disso, é necessário analisar suas causas e consequências para a sociedade brasileira.

Em primeiro plano, é fundamental relacionar a situação econômica do país com o quadro de saúde pública. Por consequência da crise financeira assolando o Brasil, o Governo reduz os gastos públicos, principalmente, nessa área. Como prova, a Organização Mundial da Saúde (OMS) mostra que apenas 3,6% do orçamento do governo federal foi destinado a ela - percentual, esse, bem abaixo da média mundial (11,7%).

Dessa forma, é evidente que os brasileiros são prejudicados. A falta de médicos e de leitos, estruturas e atendimentos precários são consequências recorrentes em hospitais do país. Contudo, o que mais preocupa os pacientes - especialmente a população idosa - é a redução no fornecimento gratuito de medicamentos, uma vez que a grande maioria não possui dinheiro suficiente para comprar tais produtos - que, geralmente, são caros.

Portanto, fica claro que medidas precisam ser tomadas para alterar o quadro de saúde pública do Brasil. Logo, o Governo Federal deve redimensionar os gastos públicos - por meio de pesquisas com a sociedade, levando em consideração os setores que ela julga como primordiais - a fim de os orçamentos serem bem redistribuídos. Além disso, a Mídia deve expor as péssimas condições que os hospitais possuem - por meio de ficções engajadas, como a série Sob Pressão - com o intuito de o Estado realizar melhorias em tais locais. Talvez, assim, o que está escrito na Constituição de 1988 seja plenamente exercido.