Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 09/09/2019
Saúde no Brasil: Uma riqueza desvalorizada.
‘‘O importante não é viver, mas viver bem.’’ A frase de Platão, filósofo, exprime a importância da qualidade de vida, priorizando o bem-estar de modo que ultrapasse a própria existência. Paralelamente, no Brasil evidencia-se outra realidade, há escassez de médicos, equipamentos, remédios, além de ambientes apropriados para a prática de exercícios físicos. Portanto, nota-se que existem entraves a serem superados na saúde pública brasileira.
É primordial ressaltar que a Constituição Federal de 1988 garante ao cidadão brasileiro direito à saúde, o que não está sendo vigorado. Segundo o tribunal de contas da União (TCU), 64% dos hospitais estão sempre com superlotação, por conseguinte, vários pacientes não são ou demoram para serem atendidos, diante dessa realidade, percebe-se uma demanda superior de doentes sob uma inferior de médicos e hospitais, o resultado dessa mazela é o óbito de algumas pessoas. Outrossim, a maioria das pequenas cidades brasileiras são malvistas pela simplicidade, gerando assim a aglomeração de agentes da saúde nas grandes cidades e a falta deles no interior, evidenciando um modelo social falho, vale ressaltar, também, que o curso de medicina é elitizado no Brasil, isto é, apenas as pessoas de classe alta podem arcar com as despesas do curso.
Deve-se abordar, ainda, que um dos principais problemas do Sistema Único de Saúde (SUS) é a falta de dinheiro investida, o Ministério da Fazendo (MF) não repassa uma quantia necessária para um funcionamento de boa qualidade no SUS. Ademais, o atual modelo econômico vigente, capitalismo, é caracterizado pelo consumismo, o número exacerbado de veículos nos grandes centros é um reflexo disso, esse fato contribui para a poluição do ar e sonora, por conseguinte, ocasionando doenças respiratórias, crônicas, ansiedade e insônia na população.
Destarte, medidas são necessárias para solucionar a problemática. O Ministério da Educação, deverá ampliar a lei de cotas para pessoas de baixa renda, aumentando o número de vagas nas universidades públicas, para que assim, haja mais médicos, dessa forma, será possível a descentralização dos profissionais, como também o fim das superlotações nos hospitais. Outrossim, o MF, deverá destinar a arrecadação das multas de trânsito para o Ministério da Saúde, haja vista que a saúde é uma das principais prejudicadas com a emissão de poluentes no ar, dessa maneira, não faltará mais recursos para um atendimento de qualidade nos centros de serviço à saúde, resultando no bem-estar dos cidadãos. Como dito pelo filósofo Ralph Emerson ‘’A maior riqueza é a saúde’’.