Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 10/09/2019
De acordo com o Artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos, da qual o Brasil é signatário desde 1948, todo membro da família humana tem direito à dignidade. Entretanto, mesmo após 70 anos desse compromisso mundial, a péssima saúde pública brasileira fere essa prerrogativa. Logo, poder público e sociedade devem buscar caminhos não somente para oferecer um serviço de qualidade, mas também para conscientizar a nação do seu papel.
Em primeiro lugar, é importante destacar que, muito em função do descaso governamental, a falta de um bom atendimento corrobora para a atual situação alarmante. Segundo o filósofo inglês Thomas Hobbes, autor da célebre obra “Leviatã”, é papel do Estado manter a nação em harmonia social. Em contrapartida, a prerrogativa hobbesiana não é garantida, uma vez que as longas filas e a falta de profissionais de saúde impedem que os cidadãos sejam atendidos de forma rápida e com qualidade - o que ocasiona, muitas vezes, mortes na fila de espera. Dessa maneira, é mister que as prefeituras, com aporte financeiro e direcionamento do Ministério da Saúde, invistam na construção de hospitais e na contratação de médicos, psicólogos e fisioterapeutas. Assim, como afirmou o teórico político, a União cumpra a sua função.
Ademais, a falta de discussão nas entidades de ensino sobre a função do cidadão na luta por melhorias na saúde pública agrava ainda mais essa problemática. Um bom exemplo disso, amplamente divulgado e debatido, é que as escolas se preocupam mais nos alunos decorarem o “Ciclo de Calvin”, nas aulas de biologia, do que debater a função e os problemas do SUS. Isso deixa perceptível como o cidadão é extremamente desinformado dos seus direitos básicos, por conseguinte não entende como esse problema é grave e nem como combatê-lo. Por isso, as escolas, as Universidades e o Terceiro Setor devem, por meio do seu papel de transformador social, criar aulas e rodas de debates nos finais de semana, para toda comunidade participar, através de palestrantes e oradores instruídos que discutam sobre a saúde pública e o papel do cidadão nessa problemática. Assim, este torne-se mais racional e mais corresponsável.
Ofertar um atendimento de qualidade aliada à conscientizar a sociedade são, portanto, alternativas para melhorar a saúde pública brasileira. Por tudo isso, além das medidas citadas, os canais de TV aberta têm o papel de discutir a saúde gratuita no país, utilizando-se de programas engajados (novelas e séries) e reportagens, haja vista que a televisão chega em todos os lugares e em diferentes públicos. Somente assim, será possível construir um país com um sistema de saúde digno e garantir os Direitos Humanos a toda nação.