Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 12/09/2019
O Sistema Único de Saúde (SUS) representa o maior programa de saúde pública do mundo. Nesse aspecto, nota-se que o SUS possibilita a universalização de uma condição fundamental para a existência humana. Contudo, observa-se imperfeições no plano mencionado, devido a alta inoperância estatal, a qual prejudica o desenvolvimento desse projeto, então, faz-se necessário o debate sobre a saúde pública no Brasil.
Em primeiro plano, vale ressaltar que o desrespeito aos códigos constitucionais, empreendido por representantes políticos, inviabiliza o progresso do sistema de bem-estar saudável. O artigo 196, da Constituição Cidadã de 88, assegura que a saúde é direito de todos e dever do Estado. Entretanto, percebe-se que o governo não está colaborando corretamente nessa via de mão dupla. Prova disso, são os intensos desvios de verbas, os quais inibem o melhoramento do SUS. Conforme dados do portal de notícias G1, em 2018, somente nos estados nordestinos, foram desviados, 70 milhões de reais, aproximadamente.
Além disso, convém analisar as consequências sociais desse sucateamento. Segundo pesquisas do Jornal O Globo, morrem 153 mil pessoas por ano por causa do mal atendimento do programa de saúde. Diante disso, vê-se que, apesar de ser uma teoria bem elaborada sobre a democratização da saúde, o país carece medidas com o caráter de transformar essa ideia em uma realidade ausente de problemáticas.
Em síntese, portanto, visto que a saúde pública no Brasil apresenta resultados de valor negativo, é necessário que o Estado reverta essa situação. Compete ao Ministério da Saúde a função agilizar os agendamentos de consultas, por meio de inovações tecnológicas no setor, objetivando acelerar o trajeto entre paciente e médico, de modo que miniminize os casos de mortes por ano devido a demorados atendimentos. O Ministério da Justiça, aliado ao STF, deve promover investigações, com o auxílio da mídia, e punir os políticos que ferem o artigo 196 da CF de 88, visando corrigir as imperfeições contidas no Sistema Único de Saúde.