Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 12/09/2019

“O importante não é viver, mais viver bem”. Segundo Platão a qualidade de vida tem tamanha importância de modo que ultrapassa a da própria existência. Entretanto, no Brasil, essa não é uma realidade para os indivíduos que necessitam do atendimento público de saúde, já que ele está constantemente sendo negligenciado, faltando de medicamentos a médicos. Com isso, ao invés de agir para tentar aproximar a realidade descrita por Platão da vivenciada por esse grupo, o governo contribui com a situação atual.

Em primeiro plano, de acordo com o filósofo Thomas Hobbes, o Estado foi criado para garantir ao homem segurança, liberdade e bem-estar social. Contudo, nota-se que embora a constituição de 1988 conste em seu artigo 196 a saúde como um direito do cidadão e um dever do Estado, há brechas que fazem com que essa máxima fique restrita apenas a teoria. Como a insuficiência de recursos, superlotação, ausência de profissionais, falta de estrutura física e de medicamentos. O que ocasiona dificuldades não apenas para a população, mais também para os profissionais que têm grande demanda de pacientes e lidam com inúmeros desafios com a falta insumos básicos para os atendimentos.

Ademais, cabe salientar que a falta de investimentos é fator determinante para a permanência do problema. Visto que apesar do Brasil estar entre os dez países com o maior Produto Interno Bruto (PIB) do mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), somente 6,8% do orçamento público foi destinado à saúde em 2017, quantidade extremamente pequena quando comparada a média mundial de 11,7%. O que corrobora para a atual realidade brasileira.

Dado o exposto, é necessário que subterfúgios sejam encontrados a fim de propiciar melhorias no Sistema Público de Saúde (SUS).Logo, faz-se necessário que o Governo Federal, Estadual e Municipal trabalhem em conjunto a fim de melhorar a estrutura do SUS. Por meio do aumento de verbas destinadas a esse setor. Sendo realizada a contratação de mais profissionais de saúde, aumento no número de hospitais, manutenção dos já existentes e reposição contínua de medicamentos, a fim de garantir o acesso pleno dos brasileiros ao direito à saúde. Somente assim esses indivíduos não apenas existirão, mas viverão bem, assim como na realidade descrita por Platão.