Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 01/10/2019
No início da colonização do Brasil, muitos indígenas foram vítimas de doenças que os levaram à morte, devido à precariedade do sistema de saúde, visto que nem existiam políticas públicas visando o atendimento dos mais pobres. Apesar de, ao longo dos séculos, ter ocorrido enorme desenvolvimento dessa área, como a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), no século XX, visando atender toda a população, ainda é assustadora a dificuldade de acesso e a precariedade desse sistema.
Isso porque a saúde pública não é vista como prioridade, nem pelos governadores, nem pela população. Causando, portanto, um grande corte de investimentos - principalmente durante crises econômicas - o qual, segundo o Conselho Federal de Medicina, deveria ser de 10% do PIB do país, no entanto, é apenas de, aproximadamente, 3%. Portanto, a qualidade de atendimento é extremamente fragilizada, faltam leitos, medicamentos e a espera para realizar um exame, mesmo sendo urgente, é enorme. Além disso, ocorre também a falta de profissionais da saúde, devido às qualidades precárias de trabalho, como a falta de material e a lotação dos hospitais, e também aos poucos concursos que são abertos e a sua longa demora em chamar para trabalhar.
Além disso, a população pouco se mobiliza para reivindicar o seu direito a saúde, se acomodando com as péssimas condições. Com isso, esse sistema vai se fragilizando cada vez mais e, especialmente, a população pobre sofre as consequências, uma vez que não possuem condições financeiras para pagar atendimentos, exames e medicamentos. Ademais, a pouco investimento nesse setor da sociedade, afeta ainda o reaparecimento de doenças erradicadas, o surgimento de novas, por conseguinte, grande número de sofrimento e mortes.
Percebe-se, pois, que o cuidado com o sistema público de saúde é essencial para garantir melhores condições de vida. Com isso, os brasileiros deveriam se unir em manifestações, a fim de lutar pelos seus direitos à saúde, por melhorias dos hospitais, seja pela contratação de mais profissionais, seja pela melhor organização e maior qualidade de infraestrutura, para ser possível atender todos em menos tempo. Usando, portanto, a mídia e as redes sociais para divulgar os problemas enfrentados e tais movimentos de reivindicação e aderir maior número de pessoas, saindo do conforto e lutando, literalmente por suas vidas. Ademais, o governo, por meio do Ministério da Segurança, deveria criar meios de fiscalização mais eficientes, com um grande número de pessoas – dificultando a corrupção - que fiquem responsáveis por verificar as verbas que realmente são transferidas para a saúde e como são usadas, para evitar o desvio e usá-las para o que precisa. Sendo assim, seria possível melhorar o sistema de saúde, evitando, portanto, o acontecimento de tragédias como ocorreu na colonização.