Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 10/10/2019

Nas jornadas de junho de 2013, vários jovens saíram às ruas para reivindicar seus direitos como cidadãos, entre eles a saúde. A Constituição Federal, em seu artigo 2º, garante esse direito como fundamental para o ser humano, entretanto, no atual cenário brasileiro, vê-se que a saúde pública não é uma prioridade e faz-se necessário o combate a tal descaso. Esse fato cabe à atual crise econômica, abalando os cofres públicos, e o aumento da corrupção, por parte dos governantes que desviam dinheiro destinado a esse fim. Ambos afetando a distribuição desse direito imprescindível a vida.

Em primeiro lugar, é relevante citar a atual crise econômica do país que, por causa dela, foram realizados vários cortes nas verbas distribuídas, principalmente para a saúde. Dados da Organização Mundial da Saúde destacam os gastos com a saúde no Brasil abaixo da média mundial: 6,8% no Brasil contra 11,7% mundial. Por causa desse corte de gastos, a população acaba sofrendo as consequências, pois são reduzidas as distribuições gratuitas de remédios, diminuições das coberturas vacinais, trazendo como resultado o retorno de doenças já erradicadas e a piora do quadro daqueles que necessitam dos medicamentos.

Além disso,  cabe destacar que o aumento da corrupção colabora para o mal funcionamento dos serviços de saúde. As consequentes “lavagens” de dinheiro e desvios de verbas acabam tirando dinheiro que seria destinado aos hospitais públicos, garantia de remédios e aderência de mais médicos.Tal fato trás como semeadura a negligência no atendimento os cidadãos, com falta de macas, hospitais superlotados, falta de médicos e medicamentos. De acordo com o Ministério da Saúde, entre uma nota de 0 a 10, a qualidade da saúde pública equivale a 5,5, demonstrando o descaso com os direitos do cidadão.

Nessa perspectiva, portanto, faz-se clara a necessidade de reivindicação pela saúde pública no Brasil. Mesmo com tanta crise e obstáculos, as verbas para saúde não podem ser cortadas, pois grande parte da população depende dela. Dessa forma, o governo deve ser mais severo com os casos de corrupção, investigando e punindo os culpados, de acordo com a lei, e com a ajuda da mídia, divulgar tais feitos para que as denúncias sejam acompanhadas pela população e tal situação não persista mais. Além disso, como medida paleativa, pode-se economizar em outros gastos do governo para que se dê continuidade a distribuição de remédios e infraestrutura nos hospitais. Dessa maneira, o povo não precisará mais ir às ruas para cobrar os seus direitos.