Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 23/10/2019

“O mal da saúde pública no Brasil é consequência da má distribuição de recursos financeiros e seu péssimo atendimento”. Essa fala do pensador Thiago Lucas Correa resume de forma objetiva e concisa a atual situação de como a área de saúde age no Brasil. Em consequência disso vemos diárias e inúmeras situações de pessoas, principalmente sem acesso a convenio, sofrendo por doenças e morrendo em hospitais por falta de atendimento básico.

É inegável o descontentamento de quem utiliza as redes de saúde pública no Brasil, para confirmamento dessa convicção foi realizada uma pesquisa pelo Conselho Federal de Medicina (CFM),  no qual demonstrou que 89% da população brasileira considera a saúde pública e privada como péssima ou ruim. A saúde coletiva está estruturada dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), já a saúde suplementar compreende aos convênios.

As consequências se dão a partir das abundantes diferenças dos valores nos dois casos. O médico Drauzio Varela mostrou que o SUS investe cerca de 103 bilhões por ano para atender 75% da população brasileira, e a saúde suplementar que atende 25% dos cidadãos investe 90,5 bilhões de reais. Além disso vê a todo instante a ausência de médicos necessários; essa situação se da mais em regiões afastadas de grandes centros, onde as estruturas são mais precárias. Por outro lado, há uma grande concentração nas capitais onde há mais serviços e oportunidades de trabalho.

É indiscutível a desigualdade para atendimento básico e complexo no país, consequentemente o sofrimento da população. Em face aos dados apresentados, entende-se que não há soluções se não houver mais recursos. Para isso faz-se obrigação do governo, arrecadar dinheiro a partir de campanhas, fontes de entretenimento lucrativas e palestras informando a prevenção de doenças (consequentemente diminuindo a superlotação) e investir essa economia em hospitais e postos de saúde. Alias é preciso resolver as disparidades regionais, estabelecendo postinhos de saúde em lugares longe de acesso a hospitais e melhorar a gestão administrativas, principalmente do SUS, para um atendimento mais organizado e justo para todos.