Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 10/10/2019

O Brasil tornou-se um país com inúmeros problemas e com enormes dificuldades em soluciona-los. A gestão da saúde pública é um dos desafios que o Brasil precisa vencer, principalmente em relação ao investimento público e, também, ao Sistema Único de Saúde (SUS). As unidades básicas, que deveriam acompanhar o paciente com frequência, têm poucos recursos e não cumprem sua função, apesar de o país ter um programa de saúde familiar desde o início da década de 90, há apenas 0,1 médico de família para cada 1 000 habitantes, e esse número tende a decair mais com o passar dos anos.

Atualmente, vemos o descaso do governo com a saúde da população brasileira, que é algo muito polêmico. O gerenciamento da mesma é um verdadeiro caos e a falta de investimento é o principal motivo dessa confusão que acontece na saúde pública do Brasil. Comparado com outros países que tem sistema universal de saúde, o Brasil é a nação que tem o menor percentual de investimento público em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Os dados mostram que o governo brasileiro investe 4,7% do PIB em saúde, índice muito inferior aos gastos de outros países onde os porcentuais de investimento variam de 7,6% a 9,0%.

O sistema de saúde pública que tem a pretensão de atender a todos os brasileiros, sem distinção, apresenta falhas em seus principais programas. Um exemplo é o SUS, que baseia-se nos princípios de universalidade, integralidade e equidade. Apesar da promessa de atender a todos, não é assim que funciona. A falta de recursos em hospitais e postos de saúde são geradas a partir da falta de compromisso da gestão da saúde pública. A consequência dessa e de outras falhas são hospitais lotados e cidadãos com sua cidadania danificada.

Em vista dos argumentos apresentados, com a saúde em situação de decadência por causa da falta de responsabilidade do governo com o povo, sabe-se que para oferecer serviços de saúde de qualidade é necessário investir em três frentes fundamentais: uma rede integrada de atendimento familiar e comunitário, gestão rígida de contratos e bases de dados informatizadas. Porém, dependem do investimento político, financeiro e social para funcionarem.