Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 27/09/2019
Os filósofos contratualistas John Locke, Hobbes e Rousseau estabeleceram em suas teorias que o povo abdicava da sua liberdade para que, assim, o Estado pudesse governá-los e assegurar os seus direitos. Fora da teoria, a realidade brasileira demonstra que o governo não cumpre seu papel, visto que, a saúde é um dos direitos mais negligenciados, com a sua infraestrutura precária e médicos insuficientes.
Primeiramente, entende-se que mesmo sendo de grande ajuda para a população brasileira, o Sistema Único de Saúde (SUS) ainda tem falhas graves que impedem o total acesso à saúde previsto na Constituição de 1988. Segundo a Folha de São Paulo, 70% da população é dependente desse sistema, mesmo assim, os gastos com a saúde são relativamente baixos em relação a outros países. Desse modo, explica-se o porquê da falta de equipa,netos hospitalares e superlotação registradas em todo o país.
Ademais, a falta de médicos pelo Brasil agrava essa questão. Segundo o Conselho Federal de Medicina, há apenas um médico para cada 470 brasileiros, outrossim, a recente expulsão de médicos estrangeiros, que atuavam em regiões interioranas, tornou ainda pior a situação enfrentada. Assim, além de intervir na questão estrutural, o governo precisa aumentar a quantidade de médicos disponíveis.
Medidas são, portanto, imprescindíveis para que o Estado cumpra sua parte do contrato social. O Ministério da Saúde debe melhorar a situação dentro dos hospitais com maior destinação da receita federal a saúde, para melhorar os equipamentos utilizados em hospitais e contratar mais médicos a fim de reduzir a precariedade e superlotação. Desse jeito, a melhoria na saúde tornar-se-á questão prioritária para aqueles que tanto necessitam.