Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 01/10/2019
Durante o período imperial brasileiro o acesso à saúde era determinado pela classe social do indivíduo. Sendo assim, os nobres usufruíam desse privilegio, enquanto os pobres, escravos e indígenas não recebiam atenção medica. Nesse contexto, hodiernamente, no Brasil, o sistema público de saúde, assegurado como dever do estado pela Constituição Federal de 1988, tem enfrentado problemáticas no que tange o desenvolvimento do seu aspecto democrático no contexto social. Com efeito, é mister analisar as referências primordiais que estabelecem um debate sobre a saúde pública no cenário tupiniquim.
Em uma primeira análise, é válido ressaltar que a escassez de investimentos governamentais e péssima gestão dos recursos públicos tipificam a estrutura frágil da saúde canarinha. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o Brasil investe 10,7% do orçamento, 5% a menos que os demais. Seguindo esse pressuposto, é perceptível a defeituosa gestão pública, visto que não ocorre a separação racional dos recursos público. Sendo assim, tal ação é contrária a política aristotélica de que o Estado tem o dever de garantir o bem-estar no âmbito social e, por isso, traz consequência para o sistema de saúde como , falta de atendimento e estrutura física arcaica.
Ademais, a ausência de medidas profiláticas corrobora para a super lotação dos hospitais. De acordo com o PNAD ( Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2018, apenas 66%das coisas brasileiras tem acesso à rede de saneamento básico. Logo, diversas doenças decorrem da falta da coleta de esgoto e lixo ou do acesso à água tratada, poderiam ser evitados mediante a um saneamento básico adequado fato que reduziria os gastos com medicamentos e com aplicação da saúde. Somando isso, a disponibilização de vacinas auxiliaria na proteção contra doenças e diminuiria as enormes filas em hospitais, uma vez que a população estaria imunizada, evitando gastos com tratamentos.
Mediante o elencado, é perceptível a necessidade de debater e de realizar projetos que visam o bem- estar da população. Portanto, cabe o Governo Federal o destino de uma maior verba para área da saúde, por meio de um cálculo racional que cubra as necessidades desse setor e, ao Ministério da Saúde, a melhor administração desse capital, por intermédio de uma distribuição eficaz aos municípios, tudo isso, com o objetivo de estruturar os locais, para que se estabeleça o bem comum. Por fim, as secretárias da saúde das cidades devem disponibilizar vacinas e, o estado fica encarregado de aumentar às áreas com saneamento básico no país, com o intuito de realizar a prevenção e com isso, baratear os custos desse sistema. À vista disso, poderá ser garantido o direito à saúde previsto na Constituição Federal de 1988 de maneira democrática.