Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 01/10/2019

Conforme o pensamento do filósofo italiano São Tomás de Aquino, todo ser humano em uma sociedade democrática é igual e possui os mesmos direitos e deveres. De maneira análoga, o cidadão brasileiro vive em uma sociedade democrática que garante o direito à saúde promovida pelo Estado. Entretanto, o baixo investimento da verba pública no setor da saúde e o consequente atendimento inadequado ao povo necessitado demanda intervenção governamental para neutralizar os males que esse problema social traz.

Primeiramente, é importante destacar o baixo investimento na saúde pública no Brasil. Segundo os dados levantados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a taxa de volume de dinheiro destinado à setores da saúde no Brasil foi de 6,8% no ano de 2014, último ano analisado pela Organização Mundial da Saúde, enquanto que na Europa a taxa média de orçamentos nacionais pela saúde é de 13,2%. Tais dados demonstram, pela comparação, o atual descaso do governo para com a população brasileira que necessita de assistência médica pública. Essa crítica realidade da saúde demanda estratégias econômicas e sociais.

Por conseguinte, os cidadãos brasileiros não possuem seus direitos contemplados. De acordo com o Código Civil brasileiro, no artigo número 2, a saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prever as condições indispensáveis ao seu pleno exercício. Logo, um Estado que negligencia a saúde para os cidadãos, não investe nas carreiras dos profissionais da área de saúde e nem distribui equipamentos/medicamentos necessários para o tratamento e cura do povo, acaba por promover insatisfação dos indivíduos brasileiros. Sob o viés do escritor estadunidense Oscar Wilde, a insatisfação é o primeiro passo para o progresso de uma nação. Dessa forma, a população insatisfeita deve exigir seus direitos com sabedoria, que são ofertados por um Estado que se diz provedor.

Portanto, para que a saúde pública não precise de debates e que possa contemplar adequadamente os cidadãos, urge que o Ministério da Educação crie, por meio de medidas estratégicas, formas de conservar os profissionais recém formados no atendimento hospitalar público, oferecendo carreiras e propostas salarias atrativas, a fim de obter profissionais disponíveis para o atendimento do povo carente. Simultaneamente, que a tripartição dos poderes, mediante os legisladores e cidadãos que exigem o direito, viabilize leis que promovam o incentivo tecnológico e científico, com o intuito de diminuir gastos com importação de equipamentos/remédios, enaltecendo assim, o desenvolvimento assertivo da classe médica e científica brasileira. Nessa perspectiva, a saúde pública no país atenderá de maneira eficaz e plena a população e promoverá dignidade dos cidadãos em situação de enfermos.