Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 11/10/2019
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o estado precário do sistema público de saúde brasileiro é uma barreira, a qual dificulta a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da má conduta das verbas destinadas a esse setor social, quanto da negligência no atendimento dos servidores desta área. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral pontuar que o mal uso das verbas destinadas a manutenção e melhorias na saúde deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne a criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil, pois, devido a falta de atuação das autoridades, ocorre os chamados “desvios de bens públicos”, ou seja, as verbas destinadas a subsistência do Sistema Único de Saúde(SUS), percorre outro caminho do que tinha se destinado inicialmente, isto prejudica a efetivação dos serviços ofertados pelo programa, que vão da atenção básica até transplantes. Logo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar a aspereza dos funcionários da área da saúde na hora do atendimento ao coletivo como promotor do problema. Partindo desse pressuposto, é de suma importância fazer a menção a matéria feita pelo site G1 com pessoas que vivem em situação de rua, alguns relataram que sentiam-se constrangidos em usufruir do SUS por conta da forma como eram tratados na recepção do hospital, infelizmente esse mal atendimento se estende a todos cidadãos. Tudo isto retarda a resolução do empecilho, já que a arrogância dos empregados para com o público contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com intuito de mitigar a visão pejorativa que o SUS enfrenta, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Saúde, será revertido em ações fiscalizadoras de toda a verba repassada do governo federal para esta seção, e também que as associações públicas e fundações particulares, que têm atividades voltadas ao serviço de saúde, promovam palestras sobre a comunicação não agressiva aos seus servidores. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o estorvo da saúde no país, e a coletividade alcançara a utopia de More.