Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 18/10/2019

Por meio da Constituição de 1988, é dever do Estado garantir acesso a saúde gratuita e de qualidade aos cidadãos. Porém, no contexto vigente, o subfinanciamento nos hospitais somado a desumanização nos consultórios deixa evidente que a saúde pública não é prioridade no Brasil.

Em primeira análise evidencia-se a falta de verbas nos hospitais públicos. Salvo que o sistema público de saúde é universal e irrestrito, segundo o site Terra, são mais de 500 mil consultas realizadas nele por ano, contudo esses números são inversamente proporcionais as verbas direcionadas para essa esfera, o que ocasiona não só falta de infraestrutura no acolhimento dos pacientes, que causa a superlotação, como também a falta de insumos e remédios. Prova disso é que, segundo o G1, o maior hospital do Amazonas sofre com superlotação e a falta de remédios e insumos por conta do subfinanciamento.

Paralelo a isso, a falta de humanização no atendimento intensifica essa problemática. Visto que a falta de infraestrutura no acolhimento dos pacientes causa a superlotação, o ambiente hospitalar se torna um lugar caótico, no qual os pacientes acabam sendo visto como números e os atendimentos são mais rápidos, a fim de atender mais pessoas em menos tempo, o que acarreta em diagnósticos superficiais e malfeitos, podendo levar o paciente a óbito. Consoante a isso, o G1 informa que o atendimento precário no Brasil mata mais que a falta de acesso a médicos.

Fica claro, portanto, que medidas devem ser tomadas para reduzir esses impasses. Cabe ao Congresso Nacional, por meio de movimentos financeiros escalonados de setores empresariais, oferecer tributação exclusiva aos hospitais públicos, a fim de oferecer estrutura adequada para o acolhimento dos pacientes e o reabastecimento de insumos e remédios, reduzindo a superlotação. É dever do Poder Executivo, por meio do Ministério da Saúde, oferecer treinamento aos médicos da rede pública, a fim de promover um atendimento mais humanizado e reduzir descasos de diagnósticos malfeitos