Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 19/10/2019

“O futuro dependerá daquilo que plantamos no presente”. Essa máxima de Mahatma Gandhi pode ser associada à questão da saúde pública no Brasil. Afinal, fatores como a falta de investimento são alguns dos empecilhos que vêm implicando nessa problemática no hoje e no amanhã.

A priori, é cognoscível o quanto a vitalidade da população é dificultada pela estrutura familiar de alguns, além do tratamento ultrapassado, uma vez que existem cidadãos os quais vivem em ambientes insalubres. Ratifica-se o exposto a partir da obra “O Cortiço” de Aluísio de Azevedo, que retrata a situação precária da alguns habitantes do Brasil, dessa forma, a contaminação por agentes patológicos torna -se facilitada, acarretando no aumento de indivíduos necessitando de atendimento. Elucida-se também a vicissitude constatada pelo fato de a medicina brasileira ser focada no tratamento do doente, mas não na prevenção. Essa análise pode ser melhor compreendida através dos preceitos do médico e escritor Drauzio Varella, o qual atesta que o procedimento hospitalar no território brasileiro é antiquado, dado que não previne a patologia, nessa perspectiva, o número de doentes irá aumentar.

Ademais, percebe-se ainda que instituições de ensino arcaicas e recursos insuficientes destinados à saúde pública influenciam laboriosamente nesta, posto que as escolas não abordam assuntos relacionados à implicância de doenças no bem-estar do cidadão, por conta disso, os estudantes não irão criar uma consciência sobre a relevância de tratamentos relacionados à vitalidade, por exemplo a imunização. Corrobora-se o argumento apresentado pela reflexão feita por Paulo Freire, o qual postula que os colégios não evoluíram em conjunto com a sociedade, ou seja, não tratam assuntos que foram se tornando cada vez mais necessários ao longo do tempo, como a vacinação, à vista disso, a quantidade de pessoas contaminadas por endemias será potencializada. Outro fator que esclarece essa conjuntura é a escassez de capital alocado em hospitais e clínicas governamentais, o que atrapalha no melhor funcionamento de tais entidades. Comprova-se o exposto a partir de uma pesquisa realizada pela OMS (Organização Mundial de Saúde) que demonstra que o Brasil investe apenas 3,6% da receita federal na vitalidade do povo, enquanto a média mundial é de 11,7%.

Destarte, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Por conseguinte, é fulcral que o Estado, responsável pelas garantias sociais, promova campanhas, por meio de redes virtuais, que dissertem sobre o valor da imunização, com o intuito de diminuir o número de pessoas acometidas por patologias e, consequentemente, melhorar o bem-estar da população. Assim, no futuro, será possível colher o fruto de tais práticas e, ipso facto, construir uma sociedade mais harmônica.