Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 28/10/2019
A série ‘‘Sob Pressão’’, retrata a história de um hospital precário do Rio De Janeiro, no qual o médico Evandro, personagem principal, apresentou dificuldades durante uma cirurgia, pois, houve falta de equipamentos cirúrgicos adequados. Tal situação, entretanto, não fica restrita ao cenário cinematográfico, visto que, há exacerbada precarização na saúde pública brasileira. Nesse contexto, é lícito analisar que este problema ocorre devido ao pouco investimento financeiro do Governo e à corrupção existente no país. Dessa forma, nota-se a necessidade de medidas que possam sanar a questão.
A princípio, aspectos governamentais estão entre as principais causas da ineficiência do atendimento público brasileiro. Nesse sentido, de acordo com o artigo 196 da Constituição Federal de 1988, declara-se a saúde como um direito fundamental de todo cidadão, garantindo acesso gratuito à população. No entanto, seguindo os últimos dados relacionados ao descaso de serviços públicos, a ação legal encontra-se distante da efetivação, haja vista que o SUS (Sistema Único de Saúde) perdeu cerca de R$ 9,5 bilhões no orçamento federal, segundo o site “G1”. Um impacto disso, é o péssimo atendimento á população, que adoece e morre sem tratamento adequado. Dessa maneira, é necessário maior engajamento do povo contra esse descuido.
Ademais, vale ressaltar que a saúde é um dos setores mais afetados pela corrupção presente no Brasil. Segundo o Procurador da República, Fernando Rocha, 200 milhões de reais são desviados todos os anos dos cofres públicos brasileiros, cujo o valor corresponde à duas vezes o orçamento anual do Ministério da Saúde. Nesse contexto, é possível analisar que a desonestidade dos políticos no país, afeta a vida da população dependente de serviços públicos e, por isso, a precariedade acentua-se demasiadamente a cada ano, visto que, o dinheiro poderia ser utilizado em hospitais necessitados de materiais e remédios. Em suma, fica evidente a negligência estatal como principal causa do contínuo roubo monetário.
Entende-se, portanto, que a falta de investimentos financeiros e a corrupção precarizam a saúde pública. Torna-se necessário que haja uma parceria entre os Ministérios da Saúde e da Justiça para promover fiscalizações efetivas sobre a transferência do montante destinado aos postos e hospitais públicos. Isso pode ser feito por meio de processos transparentes -diminuindo a burocracia, por exemplo- a fim de reduzir a corrupção e aumentar os custos financeiros destinados à saúde, uma vez que é preciso melhorar a qualidade desse serviço à sociedade. Desse modo, o contrato social será restabelecido e o auxílio médico garantido à todos.