Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 28/10/2019

Sob Pressão, uma mini-série da Rede Globo, a qual retrata a rotina de dois médicos que superam os limites para manter seus pacientes vivos em um hospital onde tudo falta. Fora da ficção, essa situação não é muito diferente, visto que é notório a falta de infraestrutura e a falta de médicos especializados para atender os pacientes, causando retrocesso na saúde pública. Nesse contexto, são necessárias medidas estatais e midiáticas para reverter tais problemas.

Observa-se, em primeira instância que, o Sistema Único de Saúde foi criado para atender a população como um todo. Porém, hodiernamente, o SUS sofre desafios de mau gerenciamento e falta de investimentos financeiros pelo governo, visto que o Brasil é o pais que menos investe em saúde. Como resultado, torna-se rotineiro ver pacientes sendo atendidos nos corredores dos hospitais em longas filas de espera e, muita das vezes, com precárias condições de estrutura e higiene. Isso acontece pois não há políticas públicas para reverter tal cenário.

Paralelo a isso, é evidente também a falta de médicos presente nos setores públicos brasileiros. Estima-se, hoje em dia que, existe 1 médico para cerca de 400 pessoas e, além disso, os poucos médicos que exercem a medicina estão distribuídos de maneira ineficiente. Perante a isso, pessoas deixam de ser consultadas e ficam cada vez mais doentes, por causa da falta de atendimento especializado, pode resultar na volta de doenças já erradicadas no país. Faz-se imprescindível, portanto, a dissolução dessa conjuntura.

Torna-se evidente, portanto, medidas para alterar o cenário vigente. Dessa forma, cabe o Ministério da Saúde, juntamente com o poder Legislativo, aperfeiçoar leis já existentes, visando garantir não só por lei, mas também na prática, que a saúde é direito de todos e é dever do Estado cumprir com seus deveres. Além disso, é dever da população ir ás ruas manifestar e pressionar o Governo atual, com intuito de obter mudanças no atendimento pelo SUS, para que a parcela mais pobre da população possa ter consultas eficazes não prejudiciais à saúde dos indivíduos. Só assim, o país tornar-se-à mais plural e justo.